

Arranque já tardio mas mesmo assim ainda com um frio de rachar, lá arrancamos do Refúgio da Freita, para logo entrar num dos diversos trilhos

Chegados à primeira subida, não sem antes eu já andar a meter ar no pneu pois estava furado, olhei para os meus dois companheiros e pensei: - Bem, o Saca Saca com a sua máquina nova, põe-se já a andar e o Fugas vai atrás dele, eu vou ficar para trás… a tirar fotografias.

Na primeira chegada ao cume, troquei a câmara de ar, pois já estava novamente vazia (foi isso que me atrasou na subida), e seguimos viagem, por entre os Aerogeradores habituais e podemos verificar que tanto a flora como principalmente a

Ainda na descida demos com a típica Aldeia do Cando, toda com telhados de lajetas de xisto, onde fomos amigavelmente recebidos pelo bobi da aldeia. E à saída encontramos no meio da estrada uma cobra,


Nesta altura estávamos a descer por estrada, quando o Saca Saca, mortinho por pôr a máquina nova a funcionar, queixou-se da meia dúzia de km´s que estávamos a fazer por estrada, quanto mais rápido ele falava, mais rápido eu lhe mostrava o trilho íngreme

Foi vê-lo a empurrar a Scott pelo trilho acima, (bem pelo menos de empurrão ficou bem testada).
Depois da 2.ª chegada ao cume, descemos por uns planaltos, também cheios de água, com bastante gado (tanto ovino como bobino) a pastar, passamos também por algumas ruínas, uma anta, (só eu é que a vi) e ainda por umas pontes, tudo com ar megalítico, até chegarmos ao ex-libris da região as Pedras Parideiras na aldeia da Castanheira, e logo em seguida ao miradouro para a cascata da

Ora como isto ficava a escassos km`s do carro e o passeio por mim ainda estava longe de terminar, informei os meus companheiros que a minha ideia era descer até ao fundo da frecha, rezar para que exista ponte para atravessar o Rio Caima e subir do outro lado. Até aqui tudo bem o mal é que dava para ver do outro lado a estrada que eu queria subir e era toda a pique.
O Saca Saca, quis-se cortar “há e tal já é tarde e aquilo é muito a subir”, mas como somos democráticos


Para mim uma zona a descobrir novamente, paisagens invulgares com bons trilhos e muito para descobrir, um dia a repetir com certeza.
Foram cerca de 40 km, com 1100mts de acumulado, não apanhamos chuva, mas acho que nunca pedalei tanto dentro de tanta água.

Pedro "Trilhos"
3 comentários:
Matolas: uma crónica à tua medida, ou seja sincera e a direito.
entao e que tal em fevereiro uma saida la com a malta do questume?
Basta eu faltar aos treinos e estes três artistas metem-se logo em aventuras geo-cultura-natura-cientifico-puro BTT para não variar.... não havia necessidade!!!
E aquela ponte nunca mais vai ser a mesma depois da passagem deles!
Local a continuar a explorar concerteza mas com a ajuda do meu precioso sentido de orientação claro.
PS. O autor desta crónica devia ser nomeado para um prémio pullizter das crónicas tal a qualidade da informação divulgada.
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