** Depois de uma boa noite de descanso no albergue de Parada
de Aguiar (ainda cheirava a novo)
iniciamos o 3º dia,
pelas 07H00, tendo feito um pequeno percurso ate ao Posto da GNR da mesma
localidade. O tempo estava um pouco enublado.
** Agradecemos a amabilidade dos colegas da GNR em terem
ficado com os nossos sacos, já que mais tarde o colega Rui Pereira ira busca-los.
** No centro da vila tomamos o pequeno-almoço no café “Os
cisnes”.
** Iniciamos o percurso, com o arco-íris a cumprimentar-nos,
tendo passado pela ponte romana de Cidadelha,
seguindo-se alguns trilhos
rolantes.
**Depois apareceu um pequeno desvio,
Conforme indicado por uma placa com o símbolo da concha de
Santiago.
Parecia as
sinalizações que encontramos nas estradas portuguesas quando existem obras.
**Entramos novamente na ciclovia, onde o desvio nos leva
novamente para o caminho original apanhando trilhos rápidos e agradáveis de
percorrer com a vegetação densa e molhada, não se vendo onde a roda rola.
** Como só andava à procura de setas amarelas há 2 dias, e já
as via em todo lado,
em Pedras Salgadas,
levei o grupo a percorrer cerca de 1.5 km desnecessário, o
que não é muito, mas a maior parte dessa distância tinha uma boa subida.
Desculpem lá pessoal J.
** Após percorrermos um pouco na E.N.2, entra-se no single
mais divertido e espectacular do Caminho.
Cerca de 4 km a descer a boa velocidade, onde existe muita
vegetação densa e quase todo
praticável. E Onde nos sentimos pequenos, porque o trilho vai entre 2 montes.
De referir que no fim as canelas apresentavam arranhões
feitos pela vegetação.
** Depois entramos em Vidago, percorrendo a rua central
onde somos recebidos por um Hotel em ruínas, (parecia que foi
bombardeado)
e onde paramos para tomar um café no estabelecimento chamado
Primavera,
Café esse que foi tomado fora do estabelecimento, porque a
menina que estava lá a trabalhar viu 4 homens todos sujos e como parecia ser um
“café de luxo”, pediu para não entramos, pelo que colaboramos.
** Saída de Vidago e ate Pereira de Selão foi sempre a subir por estrada.
** Passagem por Redial e entra-se novamente em trilhos.
** Numa descida, onde íamos a razoável velocidade e o pessoal
queria encontrar um café para beber uma cola. Como prós do BTT J
e concentradíssimos no Caminho, o Sousa e o Rui Silva, não ouviram a
oferta que um agricultor
que andava a regar as videiras nos fez. Consoante passávamos
um a um o homem gritava: “QUEREM VINHO?”. Eu como ia em ultimo, chamei os
dianteiros e disse-lhes que o senhor tinha oferecido o néctar dos deuses. Nenhum
recusou e ninguém se lembrou da cola. O Sr. Lourenço de Barros
foi de uma simpatia extrema, oferendo o vinho e inclusive pão
e queijo, que seria o seu almoço para aquele dia. Claro que recusamos os sólidos, mas bebemos quase duas
garrafas de maduro tinto. Aquela paragem de 10 minutos souberam pela vida, fruto da espontaneidade, da partilha e do altruísmo.
** De seguida o trilho passa pela Nossa Senhora da Saúde em
S. Pedro de Algovém, Chaves,
onde ao chegar a este local, o Vidinha teve o susto de 2
canídeos, fazendo-o acelerar a marcha. O
gás pimenta fez falta aqui.
** Segue-se uma descida, primeiramente por estradão e depois
por estrada
até à entrada de Chaves (11H30).
** Chegamos à cidade, tirando fotos na ponte sobre o rio
Tâmega,
colocamos carimbos na Igreja Matriz de Santa Maria Maior
e mais fotos no Castelo da cidade.
** Como não podia deixar de ser, o Rui Silva (o sabe tudo)
teve a excelente ideia de comermos o famoso pastel de chaves,
ideia prontamente aceite pela restante malta sem votos contra.
Encontramos um jardim, onde nos deitamos a saborear um pastel de chaves e uma mini e
onde cada um revivia a magnífica experiência do caminho percorrido até aqui.
** Depois encaminhamo-nos para a PSP de chaves, onde tomamos
um merecido banho e vestimos as camisolas feitas pelo Rui alusivas a este
passeio.
** Um colega indicou-nos um restaurante, cujo nome ninguém se
lembra ( a falha é do anotador oficial do passeio, Sousa), mas que nos serviu
leitão, não sendo a dose individual muito cara (8 euros).
** O Rui Pereira foi-nos buscar, tendo antes passado pela GNR
de Vila Pouca de Aguiar buscar as mochilas e alforges.
** Em suma sobre este 3º dia, apresentou-se-nos um percurso bem
mais fácil, claro que mais curto mas muito mais rolante, mantendo a
característica deste Caminho, ou seja, paisagens lindíssimas e o altruísmo das
suas gentes.
E termina aqui a nossa 1ª parte do caminho. Venha Outubro
para o resto.
Filipe Silva.
