***Foi-me dada a tremenda responsabilidade (mais uma vez culpa do
Trepador) de escrever a crónica da nossa viagem pelo Dão, mais concretamente pela
Ciclovia, a maior do país com 49 kms de extensão.

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**Posso dizer-vos que, além do seu comprimento, esta ciclovia atravessa três municípios:
Viseu,
Tondela e
Santa Comba Dão, concelhos estes que podem ser distinguidos através das diferentes cores que o pavimento vai tomando.
***Mas iniciemos a nossa crónica.

***Eram 7H10 quando me encontrei com o
Sousa em Vila Nova de Gaia e nos deslocamos para a casa do
Amorim, onde as tropas se reuniram. Será que algum deles imaginaria a aventura que este dia iria proporcionar? Eu não, disso tenho a certeza. A viagem começa a 4 rodas, com uma pequena paragem para café e para o
Mouteira se reforçar com um queque e segue até
Viseu, altura em que as nossas feras são soltas no asfalto.

***Aproveito para informar que nesta altura já sou a feliz possuidora de um novo animal, tendo deixado o meu chaimite (agora peça de museu) em exposição, que é o único lugar onde deve estar.
***Passamos por lugares fantásticos e tivemos acesso a paisagens maravilhosas, sempre acompanhados pela antiga e agora desativada linha do comboio. O facto de irmos de bicicleta facilita imenso a entrada nestes locais, proporcionando momentos inesquecíveis.

***Aproveitando cada recanto para um reforço alimentar e mais umas fotos aqui e ali, até porque o relógio do nosso amigo
Mouteira tinha de ser imortalizado, os quilómetros lá se foram passando e com muitas dores e uns últimos 3 km de arrasar lá finalizamos a 1ª parte da viagem.

***Posso afirmar que esta fase só foi superada porque durante algum tempo tivemos o privilégio de sermos acompanhados pelo
STIG, piloto experiente que se juntou a nós (para quem tiver dúvidas temos provas).
***Em desabono desta bela ciclovia tenho a dizer que foi com algum desagrado que constatamos que a mesma, ao chegar a Santa Comba Dão, termina…..em lado nenhum. Deparamo-nos com um descampado, como se a ciclovia estivesse inacabada. Esperemos que seja algo temporário.


***Já sentados no 1º café que encontramos, onde descansamos, comemos, bebemos, aproveitamos a sombra e imortalizamos o momento com mais umas fotos, comecei a ponderar se não seria melhor apanhar o comboio de volta a Viseu. É que o corpinho já começava a dar sinais de estar mais para lá do que para cá. Pedi, pedi, pedi, mas os meus companheiros de viagem decidiram que a rapariga tinha de seguir até ao fim e assim foi. Com muitos pedidos de socorro, sempre rezingona, cheia de dores e empurrada durante vários kms, lá fui pedalando, pedalando, pedalando, até que vi a luz, ou seja, o final da ciclovia,
Viseu.Posso dizer que nunca gostei tanto de Viseu como naquele instante.

***Foi um dia fantástico, tudo perfeito, clima, companhia, paisagens e, no meu caso, o sentimento de superação. É impressionante como conseguimos ir mais além quando somos apoiados por companheiros de viagem como os que tive o prazer de ter. Por isso os meus mais sinceros agradecimentos a todos eles.
Sem grandes obstáculos, tirando uns furitos e os meus constantes pedidos de auxílio, a
Ciclovia do Dão foi tomada pelo
Amorim, o Sousa, o Mouteira, o Pedro, o Manuel e a Andreia.

***Como aspetos, não negativos, mas menos positivos apenas quero apontar a falta de pontos de água pelo caminho, o não aproveitamento das estações desativadas e, como já referi, o facto da ciclovia não estar terminada.

Em jeito de conclusão, aconselho a todos que façam este percurso com um grupo de amigos, onde a camaradagem, alegria e sentido de entreajuda seja tão grande como aquele que eu experienciei.
***Até ao próximo desafio!!!
*Andreia*