**Após a concentração na casa do
Trepador, já debaixo de uma chuvinha jeitosa, começamos a conferenciar sobre
qual trilho iriamos fazer, pois havia duas opções, um em Paredes de Coura e
outro em Ponte de Lima. Eu era a favor do trilho de Ponte de Lima, pois era de
menor extensão (quanto menos Kms melhor) mas os meus caros amigos preferiram o
de Paredes de Coura (cerca de 62 Km).


** Depois de contemplarmos as
paisagens daquela zona através de um miradouro, lá seguimos mais um pouco por
estrada até uma aldeia chamada Venade e aí entramos num trilho em terra. Mais à
frente surgiu o primeiro momento apelidado por nós, de puro BTT. Nós bem procuramos
o caminho mas nada, o GPS levava-nos para o meio dos picos e das pedras e ainda
por cima era a subir.

** A partir daqui apanhamos uma
verdadeira “pinga”. 5 Km sempre a subir, com zonas onde a inclinação atingia os
20% e com algum calor a ajudar. Atingimos o ponto mais alto do trilho (825 m).
** Com mais um parque eólico
alcançado entramos num caminho mas mesmo a descer, esse caminho não nos
facilitou nada, pois havia muitas partes em que as pedras soltas eram tantas e
nos obrigava a fazê-las com as biclas à mão.
** Já na pequena localidade de São
Miguel, encontramos um tasco e paramos para mais um reforço. Foi nessa altura
que o Fugas reparou que tinha um pneu furado. Lá tivemos que ouvir o tão
conhecido comentário do Trepador: “Vocês não põem tubeless, é o que dá!”
** Como já estava a ficar um
bocadinho tarde e o caruncho a denotar-se fortemente, a partir dali ainda
seguimos um bocado pelo track mas chegamos a um ponto em que decidimos alterar
o percurso e ir sempre por estrada até Paredes de Coura.
Quando chegamos à EN101, o
navegador de serviço ficou novamente baralhado e lá teve que ir o Trepador
perguntar a um habitante daquela zona, qual o melhor sentido a percorrer.
Quando o senhor nos diz que eram 20 Km até Paredes de Coura, quase que me dava
um enfarte. A esta altura já tínhamos 50 Kms nas pernas.
Concluindo esta parte, fizemos
mais 25 Kms e não 20, dos quais 15 foram a subir. Quando chegamos ao carro
estávamos de rastos, tínhamos percorrido 75 Kms. Que empeno!!!
** O Fugas tinha um jantar de
aniversário marcado e lembro-me, a uma certa altura, de o ouvir falar ao
telemóvel a dizer que às 20H00/20H15 já estaria no restaurante. Pois isso!
Chegámos a Ermesinde às 22H00 e a Sónia já fervia! Começar a pedalar às 11H00 é
o que dá!
**Abraços e beijinhos!
