sexta-feira, 27 de junho de 2014

Relato do nosso Caminho Central Português de Santiago Compostela

** "Avistamos ao longe o topo da Catedral e tentamos seguir o nosso instinto, finalmente entramos no átrio da Praça Obradoiro... Foi uma sensação indescritível, uma mistura de sentimentos mas uma enorme alegria pois o nosso objetivo estava cumprido. Torna-se emocionante ver as outras pessoas que chegam, se cumprimentam, e que se abraçam e choram. Desta aventura só vos posso dizer que foi duro, mas espetacular ao mesmo tempo, é uma experiência fantástica que recomendo pois sentimos e partilhamos coisas do Caminho que não dá para descrever... só mesmo vivendo-as..." Sónia Pimenta no seu diário de bordo.

* FOTO-REPORTAGEM DOS 3 DIAS.

** Saímos de casa em autonomia total, destino Sé do Porto, a chuva ameaçava ficar mas depois de abandonar a Sé, o São Pedro deu-nos tréguas.

** Passamos pela magnífica ponte romana de Vilarinho, sobre o Rio Ave. Logo de seguida o Sérgio lembrou-se de furar....
 ** Chegada a São Pedro de Rates pelas 9H45.
** Chegada a Barcelos e durante este trajeto a Sónia queixou-se de dor no joelho, uma espécie de cãimbra que quase a fazia desistir e estragar a aventura, fizemos uma pausa, uns alongamentos, com mistura de voltaren, a coisa foi abrandando e lá continuamos até Barcelos.
 **Saímos com próximo objetivo Ponte de Lima, que alcançámos pelas 15H00, almoçando na famigerada Tasca das fodinhas.
 ** Esperava-nos a mítica serra da Labruja, com um trajeto brutal, desde andar com a bina às costas, em subidas íngremes e cheias de pedregulhos...
** Finalmente chegamos ao ponto mais alto, iniciando a descida até Rubiães, fim da primeiro dia.
 ** Com 105 kms nas pernas, demos entrada no albergue privado "O Ninho" que previamente tínhamos reservado, fomos muito bem recebidos pela D. Maria que nos tratou como se fôssemos da casa. Este albergue tem umas condições muito boas e é muito acolhedor.
 ** Depois de nos acomodarmos e de um merecido banho, chegam ao albergue mais 9 ciclistas, um grupo de betetistas de Matosinhos/Sr.ª da Hora. Também ali encontrei uma cliente minha, a Sofia, caso para dizer que o mundo é muito pequeno.
** Jantamos e bem num restaurante a 50 metros do albergue, sendo depois horas de ir para o "Ninho". A noite foi um pouco atribulada pois haviam bastantes "motas" a circular, se bem que o Sérgio também fez o favor de partir a cama pelas 04H30, motivo de galhofe àquela hora.
 ** Ao amanhecer reparamos que chovia e bem, ficamos logo com a moral um pouco em baixo mas o Caminho era para continuar. Despedimo-nos com um até já da malta, depois do pequeno almoço na mesa dos "apóstolos", entretanto já tinha parado de chover pelo que continuamos os dois com a nossa aventura.
 ** O próximo destino era Valença que atingimos pelas 10H45, sem antes o Sérgio ter furado novamente e ter começado a chover, tornando o terreno mais pesado.
 ** Deixávamos a nossa rica terrinha para trás, construindo pontes em vez de muros, em direção a Tui.
 ** O Sérgio resolveu inventar num singletrack cheio de lama e resultado: foi à água, valeu a risada pois não houve sequelas da mesma.

 ** Chegada a Pontevedra pelas 19H00, ao albergue do peregrino, onde pernoitamos por 5 euros cada, sendo de realçar também as boas condições daquele. As "motas" é que continuaram a perseguir-nos durante a noite, dando cabo do merecido descanso....
 ** Depois da noite atribulada, resolvemos sair mais cedo (7 horas locais), não chovia mas não havia nada aberto para se alimentar em condições, o que acabou por acontecer mais tarde no "Don Pulpo"
 ** Baterias recarregadas, alma cheia, seguimos para Briolhos.
 ** Nesse trajeto, aconselho-vos a fazer um ligeiro desvio do Caminho para visitar as cascatas do Parque Natural da Ria Barrosa, lugar lindíssimo.
 ** Finda a visita, retomamos a rota, em bom piso e a rolar bastante bem, em direção a Padrón. A ãnsia de chegar ao destino era muito.
 **  A faltar 24 kms para Santiago, contactamos a nossa "logística", o Vita e a Sofia, para os avisar de que estávamos próximos da Catedral, para eles nos virem buscar. Um bem haja para eles.
** Quase a chegar a Santiago, a inscrição numa parede "Quem resiste, ganha" deu-nos ainda mais força para completar o Caminho, culminando a nossa aventura com a entrada na mítica Praça do Obradoiro, um momento mágico e inesquecível para nós.

 ** Após o levantamento das nossas Compostelas na oficina do peregrino e da compra de lembranças para os amigos e família, o banho da consagração foi no Seminário Menor, local onde os peregrinos têm tudo à sua disposição (dormitórios, balneários, cantina, lavandaria, cozinha, mercearia...). Fica no entanto um pouco afastado do centro.
** E foi assim a nossa primeira aventura a solo e de bike a Santiago, espero que seja a primeira de muitas e de que tenham gostado do meu relato tanto como nós gostamos de ter vivido e percorrido este Caminho.
Ficam também o álbum das fotos tiradas nos 3 dias e o track completo do Caminho para quem quiser.

Beijos e Abraços.
Sónia Pimenta.




Fotos deste Passeio Download deste Trilho

quinta-feira, 29 de maio de 2014

OTROP ON ANABRU ETRA




** A AUTÊNTICA TELA EM BRANCO QUE É A VIDA...
** Street Art Axa Porto

quarta-feira, 28 de maio de 2014

Paintball em vila Viçosa

CANCELADO POR FALTA DE PESSOAL INSCRITO MÍNIMO NECESSÁRIO!

terça-feira, 29 de abril de 2014

Ele comeu a BANANA e com isso devorou o PRECONCEITO!

* ALBERT EINSTEIN dizia que "era mais fácil desintegrar um átomo do que um preconceito."
* Ora isto passou-se neste fim de semana, na Liga Espanhola, e no jogo VillarrealCf / FcBarcelona:



*Confesso que, meramente por questões clubísticas pessoais (como simpatizante que sou do Real Madrid), nunca fui propriamente um grande fã do lateral direito brasileiro do FcBarcelona, Daniel Alves. Isto sem claro deixar de admirar a sua qualidade como jogador, estamos a falar SÓ de uns dos melhores laterais direitos do futebol moderno dos últimos anos.

*Ora, a vida não deixa de nos surpreender e são os pequenos pormenores que muita das vezes fazem a grande diferença. DANIEL ALVES através daquele simples, banal, humilde mas espontâneo ato, não escorregando na armadilha da ignomínia, da intolerância, do racismo e da cobardia, comendo a dita fruta, mostrou-se do tamanho do MUNDO, desintegrando o autor do traiçoeiro lançamento, seguindo-se o átomo e por fim o preconceito por completo.

* Pelos vistos, a banana acabou por dar forças já que o Barça, até ali a perder por 2-1, acabou por dar a volta ao resultado.

* Entretanto ficou a pronta reação do clube anfitriã (E BEM) em nota de imprensa: "o Villarreal CF quer comunicar que o clube lamenta profundamente e condena o incidente que aconteceu ontem, durante o jogo contra o FC Barcelona, em que um fã jogou um objeto para o campo de El Madrigal. Graças às forças de segurança e da ajuda inestimável da multidão amarelo, o clube já identificou o autor e decidiu retirar seus ingressos para a temporada, proibindo permanentemente seu acesso ao estádio El Madrigal. Mais uma vez o nosso clube gostaria de expressar seu firme compromisso de promover o respeito, a igualdade, desportivismo e fair-play dentro e fora do campo e nossa rejeição absoluta de qualquer ato que seja contrário a estes princípios, como a violência, a discriminação, o racismo e a xenofobia".

* DANI ALVES, tens o meu máximo RESPEITO! A vida em geral e o desporto em particular não têm nem devem ter lugar para todos estes princípios intolerantes e cobardes.

Sousa "Trepador".

quinta-feira, 20 de março de 2014

Ecopista da Linha do Tâmega

Para combater o tédio do inverno chuvoso, que não permitiu manter a boa forma física, aproveitámos os primeiros dias da tímida primavera, para descobrir mais uma ecopista. Desta feita a escolhida foi a do Tâmega, concebida com aproveitamento da antiga linha de comboio.
Pelas 09h00, rumamos em direcção à cidade de Amarante, local escolhido para dar início a mais uma aventura. Antes de iniciar a malta ou seja, Sousa, Rui, Luis Pedro, Pedro e a Edite, áh e o Arlindo Ferreira, que apesar de não andar de bike, é o nosso batedor, para marcar refeições e alojamento etc…, a malta tomou o reforço inicial bolinho de coca-cola e chocolate… um pequeno miminho.
A pista tem um traçado lindíssimo, com um início ascendente não se nota muito, mas sobe, o piso em betão amarelo permite um bom andamento, a manhã esta óptima para a andar de bike e tudo ajuda o andamento é bom mas…., começam a surgir as barreiras, que cortam o andamento e põe á prova a paciência de quem quer rasgar. Mas estão para nos proteger se bem que em alguns locais são desnecessárias.
Em frente…
Por volta do km 17 temos o Túnel de Gatão, que é único e um local propicio para tirar mais uma foto.
Foto aqui… foto ali… o tempo passa rápido.
Bem lá aparece o piso em terra batida, para fazer o gosto á malta do BTT.
Durante o trajecto vamos passando por algumas antigas estações algumas recuperadas mas outras a suplicar uma intervenção urgente, poderíamos aproveitá-las para as converter em zonas de apoio e serviços. Como em Celorico de Basto, onde o pequeno núcleo museológico é muito agradável, assim como a simpática das gentes que por ali trabalham.
A registar que o rio Tâmega é nosso companheiro de viagem proporcionado em cada curva e ponte, mais um apontamento fotográfico e um comentário.
Mas o melhor é juntar o rio com o monte da Srª da Graça (Monte Farinha), o ponto mítico da volta a Portugal, mas hoje a malta não lhe apeteceu subir para tirar mais uma foto, fica para a próxima.
O nosso batedor Ferreira já tinha ligado uma 15 vezes a questionar se faltava muito, pois queria marcar o almoço, presumo eu que ele tinha era o estômago em alvoroço.
Chegados a Arco de Baúlhe, chegámos ao fim da linha (faltava voltar para trás), com +- 40 Km, nas pernas, a estação foi recuperada e encorpada com um museu do comboio digno de ser visto.
Mas ainda tínhamos mais 2 km  até ao restaurante Caneiro, onde o repasto foi agradável, e com umas vistas fabulosos para o rio.
Possivelmente, temos de afirmar que a Edite, deve ter abusado ao almoço e teve de ir de carro com o Ferreira, enfim não sabem beber….. tou a brincar foi muito tempo de inverno e já estava cansada.
Bem o regresso talvez tenha sido menos duro, porque apesar de tudo tem um acumulado de 1500 metros, é enganador.
Aqui está um bom exemplo do aproveitamento que se pode fazer de linhas e locais que já não são utilizados apar os fins que haviam sido projectados, mas que continuam a servir as populações de forma diferente e mais saudável, pois são inúmeros os utilizadores desta pista quer seja de bike ou a pé.

Só falta a criação de serviços de apoio á pista e terminar a mesma, na Livração.

Rui Silva "Escolinhas"
Fotos deste Passeio