
Mais uma saída do
Bike17Eco e Companhia por estes trilhos fora, ou seja,
Trepador, Saca Saca,
Fugas,
Manuel Xinateiro e Serge "Caruncho XXL", compunham a equipa de elite presente neste passeio.
Desta vez o destino foi
Montalegre para uma sessão de Puro BTT. O percurso inicialmente escolhido tinha início e fim nesta cidade, com cerca de 70 quilómetros previstos.
Após duas horas de viagens, pautadas pelos enjoos matinais do
Manuel Xinateiro (devido à ingestão de duas bolas de Berlim ainda à saída de Ermesinde), fomos recebi

dos pela brigada local da
GNR que nos acolheu simpaticamente, como não podia deixar de ser e nos deixou utilizar as suas instalações para o que fosse necessário: deixamos então os carros no referido parque e ainda tivemos direito ao cafezinho da ordem antes de arrancarmos.

Com o trilho carregado no GPS, arrancámos para o castelo daquela vila para apreciar as vistas e de seguida arrancar para os trilhos que nos esperavam.
Após um pequeno percurso em estrada, entramos no verdadeiro trilho que nos levaria até Espanha, passando pelas aldeias de
Donões, Sabuzedo e Tourém. Estávamos todos de olho no guia, o
Trepador com o seu GPS, à excepção do
Manuel Xinateiro que, com o Rod Stewart nos fones, desbravava os trilhos sem medo e cheio de vontade, cantando "
à cappella", só parando para atacar as amoras que abundavam pelo caminho

– e de muita boa qualidade diga-se de passagem!
Até a aldeia de
Tourém, os trilhos foram fenomenais, um misto de descidas técnicas, singletracks e subidas. Tudo isto com um tempinho maravilhoso para a prática de BTT: sem grande sol, com ameaça de chuva e com uma temperatura fresquinha.
Após 4 horas de percurso, chegámos finalmente a
Espanha, mais precisamente à aldeia de
Randim. E o que fazer em Randim? Procurar um sítio para comprar bananas para combater as c

ãimbras (as minhas). Mas estava difícil. Após algumas trocas de vocabulário, uma vez que eles não tinham
"Plátanos", tivemos de encontrar alternativas. E ninguém melhor do que o
Manuel Xinateiro para proceder às negociações. O nosso lanche vitamínico acabou por ser:
Comida: uma regueifa espanhola recheada de
Chorizo;Bebida: mini
"Cerveza Estrella Galicia";
Sobremesa: azeitonas.
Para quem queria bananas, a ementa andou lá perto….
Após o lanche, faltava apenas o café que foi tomado, cinco minutos depois, já em Portugal, na aldeia de
Tourém.

E a partir daí é que começou a verdadeira dureza. O objectivo era chegarmos a
Pitões da Júnias para almoçar mas não imaginávamos que seria tão duro. Após passarmos ao lado de uma fabulosa barragem, era tempo de subir, monte fora, e subir…. e continuar a subir para depois subirmos ainda mais um pouco. E posso afirmar que subir c

om ela à mão, como foi o meu caso, dói mesmo muito. Os grandes atletas do Bike17,
Fugas, Saca Saca e Manel Xinateiro, provavam que estavam em grande forma e já se distanciavam, dando inclusive para o Xinateiro fazer uma pausa para se estender ao comprido na vegetação e dormir uma mini siesta...
Chegados a Pitões das Júnias e após termos feito cerca de 50 quilómetros, já não havia forças para mais. O
Trepador, todo engripado e entupido, já nem queria ouvir falar mais de monte. Por is

so decidimos recolher e esquecer o restante trilho, uma vez que agora seria "quase" sempre a descer.
À saída da aldeia, apanhámos a boleia de uma Toyota Hiace que gentilmente nos levou na caixa aberta até metade do caminho, poupando-nos a uma subida descomunal e fazendo as delícias do
Trepador, não sei bem porquê??? O restante, cerca de 3 quilómetros, foi mesmo sempre a descer, em estrada, até à aldeia de
Covelães. Aí, parámos para almoçar, por volta das 16h, no restaurante
Monte Alegre, de um familiar meu.
Enquanto o tacho estava a ser preparado, fomos buscar os carros a Montalegre (que ainda ficava a 11 quilómetros) e voltámos ao restaurante. Não haveria mais pedaladas para ninguém.

Foi tempo de montar as bikes nos suportes, mudar de roupa e dar ao dente. O
Trepador, muito em baixo, só queria descansar e enfiou-se no carro para passar pelas brasas, afirmando que nem sequer queria almoçar. Mas devido à insistência de todos e para não deixar escapar a oportunidade de encher a blusa, ele lá decidiu juntar-se a nós à mesa e não deve ter ficado desiludido.
Aí os atletas do
Bike17Eco deliciaram-se com os sabores transmontanos desta região: presunto, vinho e principalmente o costeletão de vitela. Aí as coisas ficaram compostas e foi tempo de regressar ao Porto, mas com paragens pelo meio devido aos enjoos do
Manuel Xinateiro, mais uma vez.
Algumas frases ouvidas durante o dia:
- "F....-se, não devia ter fumado de manhã" (
Serge)
- Manel… Ó Maneeeeeel…… Maneeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeelllllllllllllllllll. Aquele c...... vai com os fones e não ouve nada…. (
Pimenta)
- Falaram-me em posta mas até agora só vi bosta (
Manel Silva)
- Não é por aqui. Temos de voltar para trás. (
Trepador n vezes)
- F....-se, é hoje que vou morrer…. (
Serge)
- Ó amigo, se me vir no Porto não venha falar comigo... (
Manuel Silva a dirigir-se ao Serge queixando-se do trilho)
- I am sailing… I am Sailing (
Manuel Silva, com fones a cantar Rod Stewart)
- Isto sim é do que eu gosto, puro BTT (
Fugas)
- Ó Manel, queres uma bola de berlim (
Trepador)...
Conclusão:
Um dia muito bem passado, muito quilómetros percorridos, com muito sofrimento para alguns (eu, principalmente), mas que valeu pelo convívio e pelo tacho.
PS1: Um agradecimento especial ao
Manuel Silva pela oferta do maravilhoso lanche ao grupo, em Espanha.
PS2: Deixo aqui o meu sincero pedido de desculpa pela escolha do trilho e pelas constantes paragens forçadas enquanto esperavam por mim.
Um abraço do SERGE.