Já na Póvoa, no parque de estacionamento improvisado no campo exterior da Escola, encontramos os 2 ECOBIKE´s, Jorge Almeida e Valente, e logo começaram as habituais bocas – “Eu só com uma perna vou-vos dar meia hora de avanço”. A conversa do costume do Jorge.
Antes do ínico o Jorge, ainda montou a barraca de venda de seguros da FPCUB, mas parece que a adesão foi pouca.
Partida para a prova, após a habitual voltinha pela Vila, e logo o início, sem tréguas, da primeira das 2 subidas que caracterizavam esta prova, mais de 12 Kms de subida logo para aquecer.
Como sempre e no meio de várias centenas de atletas (980), por entre os ataques do costume, perdemos-nos uns dos outros.
No posto de abastecimento encontro o Trepador que me diz que o Valente estava á nossa frente, -“O QUÊ? Á nossa frente?!! Nenhum ECOBIKE da treta vai chegar à nossa frente hoje, vamos apanha-lo”, mas nós bem pedalamos e o Valente… nada! - “Ele deve estar em grande forma”.
No final já na descida deixo de ver o Trepador, -“Bem ele é trepador não é descedor deve vir mais devagar” , já após ter passado a meta e me terem oferecido uma T-shirt alusiva aquela prova, começo a pensar o pior, pois reparo que após 10 minutos o Trepador ainda não tinha chegado. Quando finalmente chega, explicou-me o que se passou, -“Deu-me a volta á barriga, tive que ir á pressa, cagar ao monte”. Afinal quando eu já julgava que a marmelada estragada que eu pedi para darem ao Trepador no posto de abastecimento, não ia resultar, acabou por resultar na horinha certa, mesmo na altura do meu ataque…
Passada, á vontade, meia hora, apareceram os ECOBIKE´s, afinal estavam os 2 para trás.
Lá ouvimos a história do Valente a dizer que ia á frente do Trepador na descida, quando de repente resolveu cortar caminho (batoteiro), foi em frente numa curva, despistou-se e caiu por uma ribanceira abaixo e o Trepador ultrapassou-o nesta altura sem ter sequer reparado que ele tinha caído, (se calhar reparou, mas fez de conta), pelo menos não se magoou.
Desta vez as minhas sabotagens resultaram todas em cheio, tanto a marmelada para eliminar o Trepador como os travões do Valente para ele se despistar.
Embora não saiba a minha classificação (pois a organização não contabilizou tempos), sei que o meu cronómetro marcava 3h06 e cheguei ás 14H38.
Um percurso durinho, devido á altimetria, (cerca 1100 mts de acumulado) mas com single track´s de qualidade, e com uma bonita paisagem. Parece que esta Maria da Fonte escolhia uns percursos duros e exigentes. O que acho que valeu ao Vita, que se estreava, a sensação de ter sido enganado pelo irmão, por tê-lo metido nestas coisas.
Já na viagem de regresso, na auto-estrada eu e o Saca Saca, começamos a ouvir um ronco vindo da parte traseira do carro, pensamos nós que o cano de escape se tinha furado, tal era a amplitude sonora do ronco, olhamos para trás e deparamos com o Trepador deitado de boca aberta a roncar como se fosse um cano de escape, estava cansado...
E já agora, afinal quem é, a Maria da Fonte???
Bem parece que era uma mulher de armas, que liderou uma revolta popular, que teve origem na Póvoa de Lanhoso, só podia ser uma mulher do Norte...
História da Maria da Fonte (Wikipédia)
Pedro "Trilhos"