sexta-feira, 15 de maio de 2009

Nascente do Rio Leça

Ainda saturados da bicicleta, por causa da maratona de Portalegre, eu e o Trepador fomos fazer um percurso, para descomprimir um bocado. Nada complicado e até maioritariamente por estrada.

Com inicio junto a casa do Trepador em Ermesinde lá fomos estrada fora á procura da Nascente do Rio Leça, lá para Santo Tirso no Monte Córdova, com passagem pela subida à Sr.ª da Assunção.

Como orientação não é o nosso forte, tivemos que levar o nosso GPS, já com as coordenadas da localização da nascente, senão nem a fonte das 7 bicas íamos encontrar, quanto mais a nascente dum rio.

Após a subida à Sr.ª da Assunção, (sempre queria ver o nosso amigo Assunção "Xungalized" a subi-la, afinal tem o nome dele) e consequentemente apreciar a vista lá de cima, por estradas secundárias e mais trilho menos trilho, lá encontramos a nascente, com um calhau enorme a marcar o local e umas escadinhas que levavam mesmo á nascente.
Nascente essa que não é mais que uma poça de água, seguida dum carreiro, mas água que além de transparente é inodora, muito diferente do Rio Leça que conhecemos junto ao porto de Leixões, onde desagua. Ou seja, como o Leça não nasce já poluído, significa que, infelizmente, nos seus escassos 44,8 Km`s de extensão, alguém e alguma coisa o transformam no esgoto a céu aberto que todos conhecemos. Vá-se lá saber como é possível deixar uma bacia hidrográfica com quase 190 Km2, transformar-se impunemente, no esgoto que se vê. E ainda querem autuar em 25.000 Euros, quem não declarar os poços utilizados para regar o quintal, é isto gerir os recursos hídricos do País.

Resumindo, quarenta e tal km`s quase todos em estrada com passagem por alguns trilhos mais ou menos técnicos, para fazer numa manhã e descomprimir.

Pedro "Trilhos"

Download deste Trilho

sábado, 2 de maio de 2009

Maratona de Portalegre - É tudo plano!




Conceito de treino desportivo
“Processo pedagógico complexo que visa desenvolver a aptidão do atleta ou da equipa para o desempenho desportivo, no quadro específico das situações competitivas, através da prática sistemática e planeada do exercício, orientada por princípios e regras cientificamente fundamentadas.”





Bem, meus amigos, se há coisa que os atletas do Bike17Eco não conhecem é precisamente este conceito, isto de entre muitos claro… Nós é mais o Conceito de Zona de Abastecimento e Onde é que é o Tacho?
Prova material do supracitado: a nossa classificação na mítica Maratona BTT de Portalegre, eu em 848 ° lugar com 08:14:27 nas pernas e em cima do selim e o 856 ° lugar do Trilhos com 08:16:34 de prova, 2700m de acumulado (afinal o Alentejo não é todo plano), últimos 25 kms com uma ascensão dos 550m aos 1020m até ao alto da Serra de S. Mamede isto compreendido entre o km 74 e 90, tudo misturado com um dia solarengo e já a prometer dias bem mais quentes.
Bem, vamos ao que interessa, pela primeira vez, eu e o Trilhos fomos representar o Bike17Eco nesta famigerada prova, acompanhados do pessoal da Ecobike, Jorge Almeida, Marito, Valente Compostela, Calheiros, Rocha, Gouveia e Santos, sendo que alguns deles marcavam a sua 2ª presença na prova. Principal tema de conversa e de preocupação: a dureza excessiva da prova deste ano com a extrema dificuldade da subida ser na parte final da prova.
Já com o Hotel de 4 estrelas devidamente marcado pelo Valente Compostela, o Hotel Candelária (Valente estás de parabéns pois o espaço era excelente, que o diga o Trilhos que aproveitou a piscina no Domingo), para uma noite no caso do pessoal do Ecobike e duas no nosso caso, o que veio a comprovar-se uma escolha acertada devido ao cansaço da prova, hotel esse situado a cerca de 25 kms para sul de Portalegre, em Cabeço de Vide, Concelho de Fronteira.
Dá para perceber claramente que neste fim de semana da Maratona respira-se BTT por todo o lado, tudo na região gira em torno deste evento, esgotando rapidamente as reservas nos hotéis e pensões da zona.
Viagem: saímos de Vila Nova de Gaia pelas 16H00, com o Jorge e o Marito já a terem as suas brigas habituais de casal e o Jorge a desafiar tudo e todos para a prova - fomos pela A29 até Estarreja, seguimos depois pela A25 em direcção à Covilhã depois A23 em direcção a Castelo Branco e seguidamente IP2 em direcção a Portalegre /Nisa, altura em que o Trilhos pôs o nosso GPS a funcionar e entramos pelo meio das localidades alentejanas, fugindo à monotonia das estradas nacionais, em direcção a Alter do Chão e logo depois Cabeço de Vide, chegando quase pelas 21H00 com a fome a apertar. Altura de arrumar as tralhas nos quartos e jantar num restaurante económico da vila, café Avenida, situado a pouco mais de 100 m do Hotel, onde eu e o Trilhos iniciamos o nosso treino com um prato de carne de porco à alentejana… Feita a digestão com uma volta de reconhecimento e apeada pela vila, a malta recolheu-se no Hotel em estágio, com encontro marcado para o dia seguinte pelas 06H30 da manhã para o pequeno almoço da ordem e consequente saída para Portalegre.

Dia da Prova: saímos então pelas 07H30 do hotel e concentramos então no local da partida da prova meia hora depois, onde já se acumulavam milhares de betetistas, ficando mais ou menos a meio do pelotão de 3500 atletas, muitos para fazer a meia maratona, no nosso caso do Valente Compostela, atleta em grande forma e que tinha a vantagem de ter a ajuda divina depois de uma passagem por Fátima com a família, ocasião ideal para revemos os gráficos já habituais do Trilhos e tentar gerir a prova da melhor forma possível. O trajecto envolvia a primeira parte por estrada, depois entrava-se pelos trilhos, com passagens por Herdades particulares, paisagem envolvente característica do Alentejo, com piso rápido para se rolar mas sem dar descanso à concentração pois raízes e pedras soltas pululam o caminho, primeiras subidas também com bom piso e descidas rápidas a acompanhar, ficando o pior piso na minha opinião na grande dificuldade do dia, pois tinha muita pedra solta na subida bem como na parte inicial da descida, aí nota-se toda a diferença entre uma Bike rígida e uma de suspensão total, fiquei com as minhas mãos e costas k.O.
Quanto ao decorrer da prova em si mesmo, às 09H00 em ponto, foi dada a partida, com os prós a arrancar a toda a velocidade e nós só 3-4 minutos depois, devido ao aglomerado impressionante de betetistas, com milhares de pessoas nas ruas a incentivar os atletas, seguimos por estrada nos primeiros 12 kms, quase sempre a subir até à divisão da meia com os 100 kms, nesta fase já o Trilhos, o Rocha e eu tínhamos ficado mais para trás pois os outros já iam com andamento elevado, sinal de que estavam bem, pelo que devido à falta de treinos e eu com esta dor no joelho que se veio a manifestar mais tarde outra vez, mantivemos o nosso ritmo, com o Rocha a seguir depois o seu destino na tal divisão no alto da subida pois ficamos a rectificar uma avaria do Trilhos. A partir daqui, eu e o Trilhos fizemos a prova em conjunto, com este último a denotar cedo algum grau de salapismo que não é habitual mas que acabou por conseguir gerir durante a prova toda, já estava era farto de o ouvir dizer para eu ficar com a chave do carro, não estava o Saca Saca e depois é isto.
O esforço e a concentração é tanta durante a maratona que nem dá para ver se passamos por alguém conhecido. Entretanto tive furo pelo que deu para fazer descanso e tirar umas fotos. Mas como o nosso objectivo principal era terminar a prova, dentro ou fora do horário regulamentar, lá nos pusemos na estrada de novo ao nosso ritmo
Só encontramos alguém da Ecobike nos últimos 20 kms e numa descida, neste caso o Jorge e o Marito que estavam a remendar um furo, sabendo aí então as novidades da malta, uma queda aparatosa do Santos mas sem gravidade, as cãimbras a atacar o Calheiros, perguntou-se por onde andava o Rocha, etc. … As confusões normais nestas andanças, o Marito a resmungar por estar sempre a esperar pelo Jorge, pelo que reagrupamos no penúltimo Abastecimento, onde tentei então seguir o Marito na grande dificuldade do dia, ficando o Jorge com o Trilhos. Por esta altura sentia-me bem, o Marito estava como fresquinho, tentei acompanhá-lo mas no início da subida vi logo que aquele ritmo não era para mim por isso abrandei e, esperando-me cerca de 14 kms a subir, meti o meu ritmo e segui caminho. Aí foi o descalabro completo, arrebentei completamente, o Jorge passou por mim e tentou rebocar-me mas não havia condições pelo que o “dispensei” e fiz cerca de 2/3 da subida numa constante a pé e em cima da bike, juntando-me a dezenas de outros betetistas que estavam a levar a mesma pinga. Nunca me custou tanto fazer uma subida meus amigos e logo eu que sou adepto da categoria. Quando cheguei ao topo da Serra de S. Mamede, foi um alívio, tempo de reabastecer, tirar umas fotos da paisagem e fazer a descida sem correr riscos, o que não foi fácil pois descia bem e o piso era muito irregular. Chegando à meta no jardim principal de Portalegre, foi uma sensação de dever cumprido, aproveitando o descanso para uma merecida massagem nas mãos de uma profissional. Já tinha chegado toda a gente menos o Trilhos, que dois minutos depois concluiu a prova e pirou-se logo para o carro – não estava com fome de paleio – e que pouco tempo perdeu afinal e o Rocha que chegou mais tarde. Depois dos banhos, tempo de conversas sobre o decorrer da prova no respectivo almoço - jantar com uma sopa de cação de morrer e pedir por mais – alguns artistas repetiram para fugir à super massa colada de spaghetti.
Hora de bazar para a malta da Ecobike até ao Norte, enquanto eu e o Trilhos regressamos ao Hotel para um merecido descanso, tirando proveito no dia seguinte da piscina e de uma volta por Portalegre para conhecer um pouco da Cidade, antes de nos meter a caminho também, o que penso ser a melhor opção quando possível pois dá para descansar devidamente.

Conclusões: uma logística impressionante para uma prova de BTT, uma excessiva dureza dos 100 kms em relação ao ano passado segundo os repetentes – se calhar para fazer uma maior selecção – o espírito de sacrifício dos betetistas, paisagens e trilhos espectaculares, para serem desfrutados com mais tempo e sem stress, uma experiencia única, um fim-de-semana em que tem de se estar preparado para despender algum dinheiro, uma zona do país a visitar claramente com mais tempo!

PS. Conceito de quê?

Trepador

Crónica Sprint Veloce Team
Vídeo BTT-TV
Notícia Correio da Manhã
Download do Trilho (100Km)

quinta-feira, 30 de abril de 2009

Mítica Maratona de Portalegre


Pois é malta, no dia 2 de Maio, eu e o Trilhos vamos representar pela primeira vez o Bike17 nesta mítica maratona BTT de Portalegre, de 100KMS, numa área geográfica de Portugal que me fascina particularmente e que vou ter o prazer de descobrir nestes breves dias.

Os treinos de longa distância não têm sido abundantes nos últimos tempos mas o objectivo principal será sem dúvida chegar ao fim, dentro do tempo regulamentar e sem mazelas, desfrutando sempre da paisagem envolvente e do convívio betetista. Por isso e desde que haja tacho nos abastecimentos para o Trilhos não perder a fraqueza, lá chegaremos a bom porto.

Os nossos amigos do Ecobike também não vão faltar à chamada, repetindo a participação do ano anterior, portanto já com alguma experiência, a não ser a grande baixa de peso do Team, o Vitokourov que anda cheio de Salapismo, e desta vez apostam que vão fazer marcação cerrada ao Jorge para este não atrofiar as setas de direcção.

Fica para desenvolvimento futuro a Crónica detalhada desta experiência única. Saudações Betetistas.

O Trepador


P.S. Espero bem localizar o meu tractor-boleia no meio da prova, o que safa é o nosso GPS!

quarta-feira, 22 de abril de 2009

Barcelos e os 5 cumes

Lenda do Galo de Barcelos

Eram 5 os objectivos mas afinal fizemos 6.

Para um último treininho em terreno duro, para a Maratona BTT de Portalegre, eu e o Trepador, juntamente com o J. Almeida do ECOBIKE, fomos até á cidade de Barcelos, para fazer o trilho dos 5 cumes, um trilho com cerca de 85 Kms e que passava pelos 5 cumes da região. Mas como 5, eram poucos acabamos por fazer 6, afinal aquilo era um treino.

Com inicio junto à Esquadra de Barcelos (claro), arrancamos para ver que o GPS emprestado do J. Almeida, só tinha para aí metade do trilho gravado, lá tivemos mais uma vez que confiar no GPS do BIKE17ECO, e nas minhas capacidades de navegador.

Terreno bom com alguns kms em estrada para aquecer até chegar ao ataque do 1.º objectivo, a serra de S. Mamede, com rampas que até a pé são difíceis de subir, quanto mais de bicicleta. Com a agravante, do piso estar completamente destruído e solto, á custa dos tipos do motocross, que como se não chegasse a poluição sonora, a poluição aérea ainda provocam a completa erosão dos solos. Andam uns a poupar na pegada ecológica (nós, o pessoal das bicicletas) e outros a poluir e a estragar tudo o que conseguirem.

Descida em singletrack, após o lanche e as fotos da praxe e imediatamente o ataque ao 2.º objectivo, Serra de S. Gonçalo, esta era a elevação mais alta que iríamos fazer, mas com bom piso (estradões em terra) fez-se num instante, embora o calor já começasse a apertar, o que deu logo motivos ao Trepador para tirar a camisola para mostrar os músculos, para impressionar quem passasse. No topo chegamos á conclusão que estava na hora de procurar um tasco qualquer para comer.

Bem, falou-se em tasco e em comer, foi descer a serra a mais de 40 km/h, até chegar á estrada principal, onde o J. Almeida, após um breve reconhecimento, encontrou a “Quintinha dos Petiscos”, onde pudemos parar e encher a blusa, frango para eles os dois e espetada mista para mim. Estava aqui o 3.º objectivo cumprido.

Após o almoço, com o calor que estava e de barriga cheia, nem para pedalar em plano, quanto mais para subir serras. Mas lá teve que ser, subida á serra do Facho, era a serra mais baixa que iríamos subir mas para mim foi a mais difícil, (porque terá sido?), mas ficou cumprido o 4.º objectivo. Por esta altura o Trepador já se começava a queixar de dores numa perna, mas nada que fosse impeditivo, por isso lá continuamos, pois ainda íamos a pouco mais de meio. Embora eu também já estivesse a acusar o cansaço juntamente com o calor e a falta de água, uma situação que foi recorrente durante todo o passeio pois em todas as serras por onde passamos existiam parques de merendas, mas torneiras ou bicas com água, é que nem vê-las, a sorte é que as igrejas e as capelas estavam fechadas, senão lá ia a água benta.

Após a descida e como já fazia falta a água, fomos procurar outro tasco, lá demos com uma mercearia, que deu para nos abastecermos de líquidos e alguma comida, mais um objectivo cumprido, desta vez o 5.º.

No inicio da subida à serra de Airó, o 6.º objectivo, ainda parei para rezar ao S. Pedro do Monte, mas acho que ele estava ocupado e não me ajudou grande coisa, eu pelo menos não senti ninguém a empurrar-me serra acima, pois bem falta me fazia. Devagar, devagarinho eu e o Trepador lá fomos subindo, com o Jorge a pirar-se, parece que a curunchice dele está a passar.

No Topo, o Trepador com a carunchice a atacar-lhe a perna, teve que desistir de fazer a última subida a da Serra da franqueira.

Mais uma vez com o auxílio do GPS do BIKE17ECO, mesmo com as tentativas frustradas de sabotagem por parte do representante ECOBIKE, marcamos destino imediato por estrada para a cidade de Barcelos, não sem antes parar para mais uma foto da praxe, junto à ponte antiga de Barcelos, onde o Jorge perdeu a “bolsinha” da máquina fotográfica no meio das silvas.

Já na cidade ainda parei para comprar um Galo de Barcelos (até parecia mal não o fazer) e como a fome já apertava (outra vez), também passei na barraca das farturas, para a seguir me deslocar novamente para junto da esquadra, onde tomamos banho, com o patrocínio da PSP de Barcelos.

No regresso lá tivemos que voltar às silvas procurar a “bolsinha” do Jorge, porque o menino gosta muito dela e não queria ir para casa sem a mesma. Teve sorte lá a encontramos.

Resumindo, o plano inicial eram 5 objectivos e cerca de 85 Km, fizemos 6 e cerca de 80 Kms, com um acumulado de 1860mts e 6H30 de pedalada.

Deu para ver que em Portalegre vou levar uma coça descomunal, e que provavelmente nem vou acabar dentro do controlo, mas lá estarei para o que der e vier.

Pedro "Trilhos"

Download do trilho dos 5 cumes

domingo, 5 de abril de 2009

4.º BTT Rotas do Marão

Pessoal...antão cá vai:
Eis que pelas 6h 45m me levanto com uma grande "moca" para ir fazer uma das coisas que mais gosto...Pedalar, se fosse para trabalhar passava o dia a resmungar, mas enfim, como quem corre por gosto não cansa...
Lá fomos então...digo fomos porque apenas 4 corajosos BTTistas se arriscaram a participar em mais uma prova do calendário Nacional de BTT...4º BTT Rotas do Marão em Amarante, O Trepador, o Trilhos, o Saca Saca e eu Santiago que ainda não tenho alcunha, mas até gostava de ter para poder fazer esta crónica á altura.

A prova teve inicio pelas 9h 05m na bonita cidade de Amarante mesmo ao lado da Igreja de S. Gonçalo, eis que lá fomos rolando uns km para aquecer, quando de repente entramos numa Herdade particular, foi quando começou realmente o "Cálvário" ...digo Calvário porque depois de uma semana no mecânico, a minha "burra" estava coxa, porque não havia subida que me saltasse a corrente e depois mesmo que quisesse fazer frente ao Trepador ao Trilhos e ao Saca Saca, não tinha qualquer hipotese.
La fomos rolando pelas bonitas paisagens do Marão, apreciando o Tâmega quando aos 10km não resisti e eis que necessito realmente de um mecânico para me salvar, é neste momento que o Trilhos com a sua chave de McGyver me salvou afinando as velocidades, foi aqui que tudo se resolveu, mas a dificuldade do percurso não dava tréguas, subir, subir, subir...era o lema da prova...nada que fosse impossível para o Trepador (canja)...de vez em quando eu lá dava um ar da minha graça mas não era fácil... km após quilometro lá fomos andando com muita vontade de apanhar a primeiro abastecimento, eis que chega e é aqui que as meninas responsáveis por nos abastecer, quase tiveram de fugir com os mantimentos porque o Trilhos quase acabava com o pão com chouriço... após um ligeiro repasto de pão com chouriço, sumo, laranjas e água...lá fomos mas o Trilhos ainda levava um pão na mão depois de já ter comido uns 25...
Entramos a partir daqui numa verdadeira aventura de descidas e subidas impróprias para veteranos como eu, mas eis que o Saca Saca estava na maior, numa das descidas quase ia parar dentro de uma ambulância que por ali estava parada, não fosse o mais arrojado ter uma acidente inesperado.
Na parte final e quando entramos em estrada para chegar à meta, eis que passam por nós os 2 primeiros corredores da Maratona...ainda tentamos acompanha-los, mas levavam motor e assim não é justo, desistimos porque nós apenas corremos com as nossas perninhas e caixa de ar...
Acabamos a prova todos juntos de boa saúde, alegres e felizes porque não houve acidentes, furos ou outras avarias de maior...apenas o cansaço que já era evidente em todos nós.
Lamentavelmente não encontramos ninguem da ECOBIKE para podermos diferenciar-nos, assim ficamos mais relaxados e chegamos no 1º terço à meta, senão teriamos chegado nos 4 primeiros...
Abraço a todos e boas pedaladas.
Santiago

TEMPOS

Download do Trilho da meia maratona

Justiça de Fafe

Fazendo jus ao Título desta crónica, venho aqui manifestar o excelente bom gosto e profissionalismo da malta do - BTT FAFE - na divulgação da prova para este ano de 2009, apresentando na sua newsletter um cartaz da edição do ano anterior - em que eu e o Trilhos pelo BIKE17ECO e o Vitokourov em representação da Ecobike participamos, cuja crónica consta dos respectivos Blogues.
Como podem constatar pelas fotografias, salienta-se a extrema qualidade, nível atlético e fotogenia dos Betetistas intervenientes - a não ser talvez um xouriço de amarelo que está a fazer de emplastro...

LENDA DA JUSTIÇA DE FAFE




















Trepador

sábado, 21 de março de 2009

Pelos Trilhos da Maria da Fonte

Eu, Trepador, Saca Saca, Sérgio e o seu irmão Vita, estreante por estas andanças, fomos representar o BIKE17ECO, à Póvoa de Lanhoso, nos 40 Kms de BTT PELOS TRILHOS DA MARIA DA FONTE.

Já na Póvoa, no parque de estacionamento improvisado no campo exterior da Escola, encontramos os 2 ECOBIKE´s, Jorge Almeida e Valente, e logo começaram as habituais bocas – “Eu só com uma perna vou-vos dar meia hora de avanço”. A conversa do costume do Jorge.

Na concentração para a partida, encontramos o nosso colega da 16.ª, Cristóvão Silva, afinal até parecia mal, ele, um natural daquelas paragens, não comparecer ao grande evento velocipédico da sua terra.

Antes do ínico o Jorge, ainda montou a barraca de venda de seguros da FPCUB, mas parece que a adesão foi pouca.

Partida para a prova, após a habitual voltinha pela Vila, e logo o início, sem tréguas, da primeira das 2 subidas que caracterizavam esta prova, mais de 12 Kms de subida logo para aquecer.

Como sempre e no meio de várias centenas de atletas (980), por entre os ataques do costume, perdemos-nos uns dos outros.

No posto de abastecimento encontro o Trepador que me diz que o Valente estava á nossa frente, -“O QUÊ? Á nossa frente?!! Nenhum ECOBIKE da treta vai chegar à nossa frente hoje, vamos apanha-lo”, mas nós bem pedalamos e o Valente… nada! - “Ele deve estar em grande forma”.

No final já na descida deixo de ver o Trepador, -“Bem ele é trepador não é descedor deve vir mais devagar” , já após ter passado a meta e me terem oferecido uma T-shirt alusiva aquela prova, começo a pensar o pior, pois reparo que após 10 minutos o Trepador ainda não tinha chegado. Quando finalmente chega, explicou-me o que se passou, -“Deu-me a volta á barriga, tive que ir á pressa, cagar ao monte”. Afinal quando eu já julgava que a marmelada estragada que eu pedi para darem ao Trepador no posto de abastecimento, não ia resultar, acabou por resultar na horinha certa, mesmo na altura do meu ataque…

Passada, á vontade, meia hora, apareceram os ECOBIKE´s, afinal estavam os 2 para trás.
Lá ouvimos a história do Valente a dizer que ia á frente do Trepador na descida, quando de repente resolveu cortar caminho (batoteiro), foi em frente numa curva, despistou-se e caiu por uma ribanceira abaixo e o Trepador ultrapassou-o nesta altura sem ter sequer reparado que ele tinha caído, (se calhar reparou, mas fez de conta), pelo menos não se magoou.

Desta vez as minhas sabotagens resultaram todas em cheio, tanto a marmelada para eliminar o Trepador como os travões do Valente para ele se despistar.
Embora não saiba a minha classificação (pois a organização não contabilizou tempos), sei que o meu cronómetro marcava 3h06 e cheguei ás 14H38.

Um percurso durinho, devido á altimetria, (cerca 1100 mts de acumulado) mas com single track´s de qualidade, e com uma bonita paisagem. Parece que esta Maria da Fonte escolhia uns percursos duros e exigentes. O que acho que valeu ao Vita, que se estreava, a sensação de ter sido enganado pelo irmão, por tê-lo metido nestas coisas.

Já na viagem de regresso, na auto-estrada eu e o Saca Saca, começamos a ouvir um ronco vindo da parte traseira do carro, pensamos nós que o cano de escape se tinha furado, tal era a amplitude sonora do ronco, olhamos para trás e deparamos com o Trepador deitado de boca aberta a roncar como se fosse um cano de escape, estava cansado...

E já agora, afinal quem é, a Maria da Fonte???
Bem parece que era uma mulher de armas, que liderou uma revolta popular, que teve origem na Póvoa de Lanhoso, só podia ser uma mulher do Norte...

História da Maria da Fonte (Wikipédia)


Pedro "Trilhos"

Download deste Trilho

sexta-feira, 13 de março de 2009

Ribeira de Pena

Ora aqui está mais um reconhecimento desta vez em Ribeira de Pena…

No passado dia 13 de Março, depois de colocar as 3 bicicletas no carro que fala do NI, partida para uma viagem de uma hora até Ribeira de Pena. No entanto ainda fizemos uma paragem em Ermesinde para apanhar o Trepador e a sua Burra, A viagem não é muito longa, mas durante este tempo ainda se ouviu uns sons esquisitos no banco de trás, era o Trepador e o Trilhos a colocar o sono em dia… mas tinham-se esquecido do silenciador…

Por volta das 09h00 quando eu, o “Trepador”, o “Trilhos” e o NI, percorríamos as ruas da vila, já o carro falante dava nas vistas, pois não é habitual circular na localidade uma viatura com 4 bikes lá bem no alto… estacionamos em frente à Câmara Municipal de Ribeira de Pena, o Daniel um amigo meu dos tempos do I.P.G. da Guarda, era ele o elo de ligação com as paisagens e os trilhos que tínhamos de percorrer …. estava atrasado, resolvemos ir explorar a pé os cantos da terra.. tivemos logo uma sensação de segurança… pois encontramos o posto da GNR, bem perto da Igreja Matriz – do Divino Salvador(local onde casou Camilo Castelo Branco com Joaquina Pereira de França, sua primeira mulher)… mesmo ao lado encontramos a verdadeira viatura,,, Uma Taurus, azul bébé, só com 2 rodas…

Diversos bancos, por isso pessoal quando se realizar o passeio, não há preocupação em relação a dinheiro…Depois de consultados os mapas cartográficos, deslocamo-nos para o Pena Aventura Park, local onde ficou o carro do Daniel e a viatura falante…. Iniciado o reconhecimento, percorremos 100metros no Pena Aventura Park e já o Trepador e o Trilhos atletas de alta competição, faziam a primeira paragem para descansar… aproveitaram para descansar num carro de todo terreno para crianças…os primeiros kilometros foram em estrada, umas descidas íngremes até ao rio, que eu quase derretia o pneu de trás, pois numa curva mais apertada vi a coisa negra!!!…

Depois de atravessar o Rio… já o calor era muito, tínhamos que abastecer, não havia melhor local que o famoso “Café Cervense” – Bela Gasolina. No entanto o pior estava para vir, pois quem desce muito, muito vai ter de subir…. E isso é que não me estava apetecer muito, mas lá tinha de ser… Foi difícil…. Muito difícil…além de uma paragem a meio, acabei o trajecto com a “burra” á mão…


O que Raio é isto?!?


…Serão os Novos Equipamentos para andar de Burra!!!!!!!

Nada disso…..


Quem nos acompanhar no Passeio a Ribeira de Pena, terá a possibilidade de ter uma sensação diferente, um pouco de Adrenalina ao descer o Fantasticable, é a maior descida de Cabo da Europa e talvez do Mundo… Eu o Trepador e o Trilhos, já sentimos a sensação de percorrer o Fantasticable, fiquei fã do raio do Cabo… é uma experiencia que aconselho… Espectacular…

Mas como ainda não estávamos completamente satisfeitos com o percurso que fizemos durante a manhã, O Daniel pediu emprestado o Jipe da secção das águas da Câmara Municipal e fizemos o reconhecimento de outro possível percurso…


Logo haverá mais notícias sobre o Dia em que será realizado este passeio…


Manuel Almeida

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

Santo Tirso


Viva pessoal!
Antes de mais, devo um pedido de desculpas pela minha ausência, mas a minha nova actividade profissional não me tem deixado tempo para mais.
Agora o treininho…
Pois é, na passada sexta-feira 20FEV, eu, o Trepador e o Trilhos fomos até Santo Tirso.
O trepador, com o vício, para ganhar tempo dormiu em minha casa! Com a sua pressa habitual obrigou-me a sair da cama às 06h30, passamos em casa do Trilhos e lá fomos em direcção a Santo Tirso.
Pelas 09h00, começamos a pedalar junto ao Instituto Nun’Alvares, em Areias.
Logo aí no café de arranque, comecei a ouvir, “- Ainda me dói os músculos do treino do Gerês!”, outra voz do outro lado dizia “- A mim também. Foi duro!”. Não sei porquê, mas pareceu-me logo que alguém já estava a arranjar desculpas!
O trepador, pela primeira vez como navegador com o GPS, não errava uma, em cada entroncamento já sabíamos que era na direcção contrária à que ele tinha escolhido (volta Vitaro estás perdoado!!!).
Em cada subidazinha o Sr. Trilhos, desmontava a burra e dizia, “-Isto não é nenhuma prova, ainda temos muitos Kms pela frente!”, e toca a alancar com a bicla à mão.
Depois de tantos enganos e já farto de ver companheiros com a bicla à mão, decidi e isto que fique bem claro, foi propositado, atirar-me para o chão, para animar a malta. É lógico que o Trilhos, como vinha com a bicla à mão tinha logo a máquina pronta a disparar para registar o momento.
Aí pelos 20 Km de pedal, nas poucas alturas em que os meus companheiros passaram para a frente, numa descida, e já depois do Trepador ter furado, a minha câmara-de-ar da roda de trás rebentou. Depois de substituída, rebentou o pneu, cerca de 100m à frente. Mais uma vez era uma descida e o Trilhos e o Trepador iam à minha frente. Cheira-me a sabotagem!
Lá substituímos novamente a câmara-de-ar e depois de chegar à estrada nacional, com pouca pressão no pneu, deu para pedalar devagarinho durante cerca de 6 Km.
Como já estava na hora do almoço e o ratinho já roía no estômago, paramos num café que servia refeições diárias onde no deliciámos com um arroz de feijão vermelho acompanhado por sardinhas fritas e panados, como foi preferência do Trilhos.
Depois da barriga cheia, entramos na recta final, tendo feito ainda cerca de 4 Km até chegarmos ao carro.
Não foi o treino que desejava, mas parece-me que os meus companheiros não estavam à altura e decidiram sabotar. Pode ser que para a próxima dê para fazer os 50 Km mais os erros do navegador.
Já agora, falando a sério, não comprem pneus Michelin, o meu fez cerca de 60 Km.
Abraços e até ao próximo passeio, que deve estar para breve…




Ni Amorim