Mostrar mensagens com a etiqueta Paços de Ferreira. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Paços de Ferreira. Mostrar todas as mensagens

sábado, 17 de abril de 2010

Passeio à citânia de Sanfins - Paços de Ferreira

...a origem dos lusitanos, que viviam há 2.300 anos na Hispânia ou Península Ibérica, parece não ser tarefa fácil ... Tudo indica que este local foi escolhido, na sequência da campanha militar de Décimo Júnio Bruto (fundada entre 138 e 136 a.c.) até à ocupação romana do Noroeste (29-19 a.C.), como capital dos povos Calaicos, dos Brácaros,….



Eis que chega o dia da conquista…., bem conquista velocípédica, seria um feito para mais tarde recordar????
No final da conquista se veria…???

Tudo começou uns dias precedentes, numa tarefa ciclópica, vários batedores ( Pedro Trilhos, Sérgio Fugas, Sousa Trepador, Vitinha e Pimenta Saca Saca) encarregaram-se de bater o terreno, a fim de analisar, o melhor trajecto, e projecto para o ataque à Citânia.

No dia do Ataque, com o projecto nas mãos, às 07H00, encontrava-se o Pedro Trilhos, um dos batedores, junto do ponto de encontro, previamente estabelecido por ele, a 17ª Esq.
Numa azafama de ver se chegavam os cavaleiros e as suas bestas, o nervosismo apoderava-se do Batedor, não queria falhar, ainda tinha que aconchegar as bestas no transporte que as levariam para o local do inicio do Ataque.
Tudo se processou de uma forma normal e dentro do horário, conforme o estabelecido.
A viagem teve inicio para o ponto de inicio do Ataque (Campo do Carvalhosa – Paços de Ferreira) mas o insólito aconteceu, o batedor que abria caminho (Pimenta Saca Saca) enganou-se no caminho…..É verdade mesmo após várias incursões, o mapa não estava perfeito… estaria sabotado!!!!
Por fim, após uma consulta ao outro Batedor (Pedro Trilhos), chegamos!!
Retirar as bestas do transporte, aquecer os músculos e reunir as tropas para a foto prá eternidade, foi uma flechada.
Começou o ataque! Por terrenos lamacentos, com charcos de água, pedras e calhaus, folhas e paus, elementos naturais que nos dificultaram a conquista do objectivo, mas que se cumpriu debaixo de alguma chuva.
Chegado ao local deparamo-nos com o abandono do sítio!! Tiveram receio do nosso poderio?? Encontrava-se fechada a recepção (Museu), tivemos que explorar o Povoado por nossa conta, após conquistarmos o ponto mais alto da Citânia (junto ao Marco Geodésico) marcamos essa conquista, com a nossa Chancela, a foto, épica, do grupo BIKE17ECO.
Permanecemos na Citânia durante longos minutos, o que nos possibilitou o momento único de bebermos da história e podermos imaginar a vida que outrora, gentes que habitaram aquele local, teriam tido.

Após esses maravilhosos momentos, de contemplação e exploração da Citânia, chegou a hora do regresso, a descida da Citânia, efectuou-se de forma cautelosa, o terreno assim o exigia, escorregadio e traiçoeiro, até à descoberta da nascente do Rio Leça.
Após a foto de presença no local da nascente, foi cavalgar (pedalar) até à Capela de São Gonçalo, situada no monte com o mesmo nome, local onde alguns dos cavaleiros, aproveitaram para agradecer ao Santo, (descida da escadaria com as bikes) o facto de ainda se sentirem bem, após a épica conquista.

Dai até ao ponto de partida foi um salto, chegado ao local, limpeza das armaduras, e encaminhamento para o local de repasto, que se situava bem perto.
O Almoço bem servido, abundante na quantidade, com qualidade apreciável, acompanhado de dois néctares regionais agradáveis ao palato, seguido de sobremesa conventual e a finalizar, café acompanhado de um intrigante e misterioso digestivo de fabrico caseiro.

Bem, no final, poderíamos dizer que afinal sempre foi possível a conquista e é com certeza, um dia para mais tarde recordar com agrado, pois o mesmo foi efectuado na companhia de alguns elementos do BIKE17ECO, assim como de amigos e companheiros de luta à preguiça…
Bem ajam!
Até ao próximo!!
Abraços.

Paulo Rebanda.


Download deste TrilhoFotos deste Passeio

sábado, 30 de janeiro de 2010

Citânia de Sanfins

Lá longe na parte mais ocidental da Ibéria, há um povo que não se governa nem se deixa governar!»
Gaius Julius Caesar (110-44 aC)


Munidos do espírito guerreiro e obstinado dos nossos antepassados, o mesmo espírito indomável, que levou os Romanos a passar algumas amarguras, na nossa terra, e a recorrer vergonhosamente a traidores e sabotagens para conquistar a pax romana. Eu e o Sérgio “Fugas”, fomos até à zona de Paços de Ferreira, descobrir os trilhos que serpenteiam até à Citânia de Sanfins. Juntamente connosco levamos outros 3 mais fraquinhos, com muito menor espírito Lusitano, (são dois mil anos de genes guerreiros que se perderam) e que face as adversidades munem-se logo de máquinas velocipédicas topo de gama, de forma a irem a pedalar como se fossem no sofá, foram eles o Sousa “Trepador”, Pimenta “Saca Saca” e Santiago “Beep Beep / Kiko”.

Logo á partida, tivemos um caso flagrante, de como a nossa herança genética, de homens de espírito indomável e dureza implacável se tem deteriorado ao longo dos séculos: o “Beep Beep”, com a preguiça de colocar o suporte da bicicleta mais a jeito, anda de escadote para chegar ao tejadilho do carro... o Viriato deve andar às voltas no túmulo.

Na parte inicial do trilho pudemos ver que o fogo fez bastantes estragos naquela zona, e se calhar ainda a pensar na destruição causada pelo fogo, num declive mais acentuado o “Beep Beep” deu uma cambalhota, quase em câmara lenta, sem consequências, pelo menos pensamos nós...

Após termos passado por uma capela, onde o Papa Pimenta I e último, deu o seu sermão e em seguida pela capela do “S. Calhau”, (Srª do Socorro).

Chegamos finalmente ao objectivo (o meu pelo menos) à capital dos povos Calaicos – Brácaros, a Citânia de Sanfins (fundada entre 138 e 136 a.c.).
Após a subida da rampa que vai dar mesmo ao topo onde se encontra fundada a cidade, verificamos que a mesma encontrava-se fechada.
Bem a contar com a elevada capacidade militar dos nossos ancestrais não iria ser nada fácil invadirmos a cidade.
Mas afinal nem foi preciso muito, o portão era alto, mas a muralha era apenas um degrau, nesta altura comecei a pensar que afinal a fama de guerreiros irredutíveis, não estava a correr muito bem, face á facilidade com que nos infiltrámos pelas muralhas da cidade, mas o lado bom é que deu para visitar a citânia.
De passagem pela necrópole o Sousa “Trepador” resolveu experimentar o “conforto” de um dos túmulos e arriscar ser amaldiçoado pelo locatário, que de certeza não deve ter gostado da intromissão. Mas já ninguém respeita os mais velhos, nem depois da morte. Trepador, só espero que não venha por aí uma crise de salapismo para ti.

Ainda fomos bater à porta da taberna da cidade, onde no interior e a julgar pelos banquetes do Axterix, Obelix e companhia, que também são desta época, se devia estar a comer javali e a beber cerveja pelas pipas, mas ninguém nos abriu a porta, já deviam estar escarmentados, com a malta do Porto.


Já à saída da citânia, descobrimos a razão de termos entrado no complexo sem ninguém notar, o coitado do sentinela estava sozinho e abandonado num monte de calhaus, do outro lado da citânia, claro não havia “operacionalidade” que lhe valesse, sozinho, para patrulhar um complexo tão grande (fomos-lhe dar um abraço, nós bem sabemos o que ele sente).

Saímos da citânia e seguimos o nosso caminho, quase sempre por trilhos, mais ou menos técnicos.


A cerca de 10 km do fim, alguém do ECOBIKE, deve ter contactado o Beep Beep, com ordens de sabotagem e tal e qual os traidores, Minuro, Audax e Ditalco, cumpriu-as imediatamente. Partiu de propósito o desviador traseiro, para acabar com o passeio logo ali.

Após a cirurgia forçada à bicicleta, feita pelo Sérgio “Fugas”, (claro um dos duros Lusitanos), que prontamente sacou da sua mochila todas as ferramentas necessárias, e remediou a situação. Lá tivemos que recorrer ao alcatrão e voltar da forma mais célere possível aos carros.

De onde partimos imediatamente para o restaurante, onde o “Beep Beep” com a consciência pesada, acabou por se redimir da sabotagem.

Ficou para trás um percurso muito bom, praticamente todo em trilho, com muito pouca estrada, e mais uma lição de História.

Pedro "Trilhos"

Fotos deste Passeio

Download deste Trilho

sexta-feira, 15 de maio de 2009

Nascente do Rio Leça

Ainda saturados da bicicleta, por causa da maratona de Portalegre, eu e o Trepador fomos fazer um percurso, para descomprimir um bocado. Nada complicado e até maioritariamente por estrada.

Com inicio junto a casa do Trepador em Ermesinde lá fomos estrada fora á procura da Nascente do Rio Leça, lá para Santo Tirso no Monte Córdova, com passagem pela subida à Sr.ª da Assunção.

Como orientação não é o nosso forte, tivemos que levar o nosso GPS, já com as coordenadas da localização da nascente, senão nem a fonte das 7 bicas íamos encontrar, quanto mais a nascente dum rio.

Após a subida à Sr.ª da Assunção, (sempre queria ver o nosso amigo Assunção "Xungalized" a subi-la, afinal tem o nome dele) e consequentemente apreciar a vista lá de cima, por estradas secundárias e mais trilho menos trilho, lá encontramos a nascente, com um calhau enorme a marcar o local e umas escadinhas que levavam mesmo á nascente.
Nascente essa que não é mais que uma poça de água, seguida dum carreiro, mas água que além de transparente é inodora, muito diferente do Rio Leça que conhecemos junto ao porto de Leixões, onde desagua. Ou seja, como o Leça não nasce já poluído, significa que, infelizmente, nos seus escassos 44,8 Km`s de extensão, alguém e alguma coisa o transformam no esgoto a céu aberto que todos conhecemos. Vá-se lá saber como é possível deixar uma bacia hidrográfica com quase 190 Km2, transformar-se impunemente, no esgoto que se vê. E ainda querem autuar em 25.000 Euros, quem não declarar os poços utilizados para regar o quintal, é isto gerir os recursos hídricos do País.

Resumindo, quarenta e tal km`s quase todos em estrada com passagem por alguns trilhos mais ou menos técnicos, para fazer numa manhã e descomprimir.

Pedro "Trilhos"

Download deste Trilho

terça-feira, 23 de setembro de 2008

Paços de Ferreira, onde até os calhaus têm nome.

Sem me alongar nesta crónica, eu e O Trepador fomos, a convite do Ferreira, até Paços de Ferreira, experimentar os Trilhos que existem por lá, mais concretamente na Serra do Pilar.
Iniciamos, no topo, junto ao Radar n.º2 da Força Aérea, e lá fomos atrás do Ferreira, por terreno muito técnico, (o mais técnico por onde andei), e onde cheguei à conclusão que não percebo nada disto, ao ver o Ferreira, já batido por aquelas andanças, a mostrar os seus dotes técnicos, tanto a subir como a descer, onde até os calhaus têm nomes, como é o caso do “Jurássico” ou do “Penedo das Setas”.

Ficam aqui as fotos da Serra do Pilar em Paços de Ferreira.


















Pedro "Trilhos"