segunda-feira, 29 de outubro de 2012

Subida ao Piorneiro e Geira Romana - Gerês

De regresso aos ares de Caldelas, zona do famoso, IIIº passeio do BIKE17ECO no longínquo ano de MMVII, aquele que: ”subia pra C*****o”.

No passado dia 6OUT, III cromos do BIKE17ECO (mais ou menos os do costume, falta um mas isso já foi tema neste Blog), foram para o Gerês, com 2 objectivos:
Iº - subida (e consequente descida) em BTT do pico do Piorneiro, local inóspito e isolado, cujo pico jamais terá sido trilhado por bicicletas.
IIº - percorrer os XX kms da Geira Romana, entre Covide e Souto, no regresso.

Com arranque na Aldeia de Ramalha, na freguesia de Sequeiros, base logística do BIKE17ECO, iniciámos logo com uma subidinha com inclinações de XX%, boas para aquecer.

Percorrendo as cotas altas da Serra de STª Isabel, com as indescritíveis paisagens do Gerês como pano de fundo, passando por locais já por nós percorridos nos II passeios que já por cá fizemos.

Percorremos parte da PRXII, em Santa Isabel do Monte, e depois foi mais uma subidinha com boas %, e manadas de vacas, até ao topo do Piorneiro, o Iº objectivo do dia, com vistas espectaculares para o PNPG, mais concretamente para a zona da Calcedónia, (para quem não conhece a Fenda, é percorrer o PR I, que aconselho vivamente.)
Tiradas as fotos da praxe, seguiu-se a descida de III,V Kms em trilho até lá abaixo, Covide, - foi tudo bichinho.
Paragem num café, para repor energias e rapidamente iniciamos o regresso pelo caminho romano, só que os romanos devem-se ter baldado na construção de uma parte da estrada e caminho nem vê-lo, lá tivemos que andar no PURINHO BTT: subir ribanceiras, bicicletas às costas, abrir caminho pelo mato, enfim nada de novo…
Encontrada, finalmente a Geira, devemos ter entrado, na faixa contrária, pois nas cerca de XII milhas do caminho, devemos ter encontrado á vontade uns XXX ou XL ciclistas a fazer o caminho no sentido oposto, - só nós é que estávamos bem… - (não sabemos o que se passava, mas foi o que aconteceu).

Regresso a casa sem percalços, e com mais uma grande coça de btt à antiga, no currículo… J.

Fotos deste Passeio

Download deste Trilho

Nota: o Pedro Trilhos, opta por escrever as suas crónicas na ortografia antiga..

quinta-feira, 18 de outubro de 2012

Procura-se!

** Certos "passarinhos editoriais" dizem que terá sido avistado algures a descer um trilho em plena selva amazónica, fugindo de um Aminão...
** Outros vagos relatos dão conta da participação deste Mega-Atleta numa misteriosa experiência científica, na qual são inseridos potentes neuro-transmissores na zona da cervical, acrescentando desta forma um aporte de massa muscular às unhas dos pés...
** Entretanto, uma fonte não oficiosa refere o seguinte: é muito provável que o Mafarrico se encontre neste momento a tirar o Curso Avançado de Caruncho e Logística para Passeios de BTT...

** A informação é diversa. Caros Betetistas e Amigo/as, se alguém tiver informações fidedignas sobre o paradeiro de tão ilustre betetista, o Bike17Eco  
resolveu abrir os cordões à bolsa e endividar-se com tão farta recompensa, sendo porém totalmente merecido tamanho esforço! Bem Hajam.

PS. Pimenta, se onde estiveres conseguires ler esta mensagem, dá notícias, manda um mail, um telefonema e aparece porque, de facto, já não tem piada marcar uns passeios e uns trilhos com a malta, sem ter o verdadeiro ESPECIALISTA em chegar atrasado e baralhar os horários todos! Abraço.

terça-feira, 16 de outubro de 2012

O ansiolítico de um puro Trepador

** Dou por mim muitas vezes a reflectir nos motivos que me levam a desafiar- TE constante e intrepidamente.
** Ao simples e inegável facto de um Trepador não conseguir resistir ao teu longínquo mas encantador chamamento. A sabedoria popular assevera que o Coração tem razões que a própria Razão desconhece, será possivelmente este o meu caso já que é mais forte do que Eu.
** Quem sabe realmente se será bem a Razão, e não outras iguarias tradicionais, a não me demover deste meu propósito .....
** A cada jornada, a cada pedalada, a cada curva, a cada metro, sei perfeitamente de antemão o que espera este guerreiro. Conheço-te agora em toda a tua plenitude.
** Ainda mesmo agora revejo esse teu olhar, doce mas sobranceiro, que pode ser avistado a Kms de distância como que a desafiar os mais incautos e atrevidos, a castigar a alma e o corpo daqueles desconhecidos que ousam visitar-te sem se fazerem anunciar!
** No entanto, quando chegamos junto à tua porta, sabes como ninguém reconhecer o nosso esforço, o nosso alento, recompensando-nos e tranquilizando-nos sem pedir nada em troca, oferecendo-nos paz e harmonia.
** Quanto a Ti não sei mas confesso-te que vou continuar a visitar-te sempre que puder- algumas vezes sem me fazer anunciar é certo - porque, afinal de contas,  todo o TREPADOR necessita de acarinhar a sua alma gémea e, em última análise, de se reencontrar a sim mesmo quando se encontra deveras perdido. 



sexta-feira, 5 de outubro de 2012

Jornada de Paintball em Vila Viçosa

"Unir-se é um bom começo, manter a união é um progresso, e trabalhar em conjunto é a vitória." - Henry Ford.

** No dia 17 de Setembro, lá consegui desencaminhar 7 temíveis e intrépidos Guerreiros de Águas Santas (Helena, Natália, Filipe, Vidinha, Costa, Pedro e Cordeiro) para uma magnífica tarde de Paintball, em Vila Viçosa.



** Como não podia deixar de ser e já é apanágio daquela "minha" gente, o Rodrigues e a Sofia, os anfitriões e membros da famigerada BrigadaFénix, receberam-nos de forma calorosa, proporcionando-nos um dia espetacular de puro convívio, desporto, amizade, galhofa e com muita adrenalina à mistura.

** Antes do início da "batalha", já alguns Guerreiros confraternizavam em zona neutra, aliviando a tensão em crescente.

** Certas moçoilas, mais experientes , concentradas e focadas na missão, escolhiam o vestuário indicado para a necessária camuflagem e emboscada ideal. Outras Raparigas, com mais sangue na guelra e pêlo na benta, já só queriam era começar a atirar sobre tudo o que mexia, tornar-se-ia no "atira num minuto" literalmente.

** Uma parte do teatro de operações propriamente dito, território desconhecido ainda para muitos.
** Instruções e considerações breves de segurança dadas pelo Rodrigues, seguidas de forma atenta pelos presentes.

** Por esta altura, já alguns mafarricos aproveitavam a oportunidade e trajavam antecipadamente as "armaduras à Dão Sebastião".
**Táticas previamente delineadas, antes de entrar no teatro de operações propriamente dito, era tempo de dar início às hostilidades.
 ** Já por esta altura, facto que se prolongaria pela jornada fora, o Vidinha andava no encalço do Pedro, velhas contas do tempo da 2ª Divisão por ajustar, alguém declarou.
** Os atiradores progrediam cautelosamente, sabendo de antemão que, em qualquer momento mais inesperado, o adversário responderia na mesma moeda.




** No final de cada batalha, era tempo de contabilizar as "baixas" de cada equipa e de rever as táticas de jogo para as próximas adversidades.
** O descanso merecido dos cansados guerreiros após uma longa mas saborosa batalha....
** Esperava-nos um frio mas revigorante banho, num chuveiro a fazer lembrar um qualquer mágico lugar tropical....


** No rescaldo da luta, a alegria, o reforço da amizade e o sentimento do dever cumprido, transpareciam nos rostos de cada guerreiro.











** Corpos e almas revitalizadas, o fim da jornada épica teve o seu apogeu na respetiva mesa de jantar com o casal anfitrião, à boa maneira portuguesa, onde os Guerreiros se deliciaram com uma bela churrascada e puderam reviver e contar os momentos mais marcantes do dia, dia este que de certeza ficará nas memórias de todos para os anos vindouros, aguardando-se ansiosamente futuras "batalhas" a serem travadas certamente por tais intrépidos mafarricos.
**Manuel Sousa**

Fotos deste Passeio

sábado, 14 de julho de 2012

Dia 3 do Caminho Português Interior de Santiago - Parada de Aguiar a Chaves


** Depois de uma boa noite de descanso no albergue de Parada de Aguiar (ainda cheirava a novo)
 iniciamos o 3º dia, pelas 07H00, tendo feito um pequeno percurso ate ao Posto da GNR da mesma localidade. O tempo estava um pouco enublado.

** Agradecemos a amabilidade dos colegas da GNR em terem ficado com os nossos sacos, já que mais tarde o colega Rui Pereira ira busca-los.
** No centro da vila tomamos o pequeno-almoço no café “Os cisnes”.

** Iniciamos o percurso, com o arco-íris a cumprimentar-nos, tendo passado pela ponte romana de Cidadelha,
 seguindo-se alguns trilhos rolantes.
 **Depois apareceu um pequeno desvio,
 Conforme indicado por uma placa com o símbolo da concha de Santiago.
 Parecia as sinalizações que encontramos nas estradas portuguesas quando existem obras.
**Entramos novamente na ciclovia, onde o desvio nos leva novamente para o caminho original apanhando trilhos rápidos e agradáveis de percorrer com a vegetação densa e molhada, não se vendo onde a roda rola.
 ** Como só andava à procura de setas amarelas há 2 dias, e já as via em todo lado,
 em Pedras Salgadas,
 levei o grupo a percorrer cerca de 1.5 km desnecessário, o que não é muito, mas a maior parte dessa distância tinha uma boa subida. Desculpem lá pessoal J.
** Após percorrermos um pouco na E.N.2, entra-se no single mais divertido e espectacular do Caminho.
 Cerca de 4 km a descer a boa velocidade, onde existe muita vegetação densa e quase todo praticável. E Onde nos sentimos pequenos, porque o trilho vai entre 2 montes.
 De referir que no fim as canelas apresentavam arranhões feitos pela vegetação.
** Depois entramos em Vidago, percorrendo a rua central
 onde somos recebidos por um Hotel em ruínas, (parecia que foi bombardeado)
 e onde paramos para tomar um café no estabelecimento chamado Primavera,
 Café esse que foi tomado fora do estabelecimento, porque a menina que estava lá a trabalhar viu 4 homens todos sujos e como parecia ser um “café de luxo”, pediu para não entramos, pelo que colaboramos.
 ** Saída de Vidago e ate Pereira de Selão foi sempre a subir por estrada.
 ** Passagem por Redial e entra-se novamente em trilhos.
 ** Numa descida, onde íamos a razoável velocidade e o pessoal queria encontrar um café para beber uma cola. Como prós do BTT J  e concentradíssimos no Caminho, o Sousa e o Rui Silva, não ouviram a oferta que um agricultor
 que andava a regar as videiras nos fez. Consoante passávamos um a um o homem gritava: “QUEREM VINHO?”. Eu como ia em ultimo, chamei os dianteiros e disse-lhes que o senhor tinha oferecido o néctar dos deuses. Nenhum recusou e ninguém se lembrou da cola. O Sr. Lourenço de Barros
 foi de uma simpatia extrema, oferendo o vinho e inclusive pão e queijo, que seria o seu almoço para aquele dia. Claro que recusamos os sólidos, mas bebemos quase duas garrafas de maduro tinto. Aquela paragem de 10 minutos souberam pela vida, fruto da espontaneidade, da partilha e do altruísmo.
 ** De seguida o trilho passa pela Nossa Senhora da Saúde em S. Pedro de Algovém, Chaves,
 onde ao chegar a este local, o Vidinha teve o susto de 2 canídeos, fazendo-o acelerar a marcha. O gás pimenta fez falta aqui.
** Segue-se uma descida, primeiramente por estradão e depois por estrada
 até à entrada de Chaves (11H30).
 ** Chegamos à cidade, tirando fotos na ponte sobre o rio Tâmega,
 colocamos carimbos na Igreja Matriz de Santa Maria Maior
 e mais fotos no Castelo da cidade.
 ** Como não podia deixar de ser, o Rui Silva (o sabe tudo) teve a excelente ideia de comermos o famoso pastel de chaves,
 ideia prontamente aceite pela restante malta sem votos contra. Encontramos um jardim, onde nos deitamos a saborear um pastel de chaves e uma mini e onde cada um revivia a magnífica experiência do caminho percorrido até aqui.
** Depois encaminhamo-nos para a PSP de chaves, onde tomamos um merecido banho e vestimos as camisolas feitas pelo Rui alusivas a este passeio.
** Um colega indicou-nos um restaurante, cujo nome ninguém se lembra ( a falha é do anotador oficial do passeio, Sousa), mas que nos serviu leitão, não sendo a dose individual muito cara (8 euros).
 ** O Rui Pereira foi-nos buscar, tendo antes passado pela GNR de Vila Pouca de Aguiar buscar as mochilas e alforges.
 ** Em suma sobre este 3º dia, apresentou-se-nos um percurso bem mais fácil, claro que mais curto mas muito mais rolante, mantendo a característica deste Caminho, ou seja, paisagens lindíssimas e o altruísmo das suas gentes.
E termina aqui a nossa 1ª parte do caminho. Venha Outubro para o resto.

Filipe Silva.

Fotos deste Passeio