quarta-feira, 6 de agosto de 2008

141º Aniversário do Comando Metropolitano do Porto da Polícia de Segurança Pública

Quarta-feira, dia 06 de Agosto de 2008 comemorou-se o 141º aniversário do Comando Metropolitano do Porto da Polícia de Segurança Pública, (em referência à criação a 6 Agosto de 1867 das Divisões, Esquadras e Secções da Polícia Civil para a cidade do Porto) com uma parada policial em Matosinhos, mais precisamente na Avenida General Norton de Matos, cerimónia presidida pelo Ministro da Administração interna - Dr. Rui Pereira.
Estive presente no local juntamente com o nosso amigo Pimenta, fazendo assim mais um treininho de bike e apreciando a cerimónia, agora do lado de fora claro – estas andanças são só para os “operacionais”….

Aqui ficam algumas imagens do evento e do simulacro de um incidente táctico-policial ( dois assaltantes de banco que são surpreendidos pelo Patrulheiro ao sair do referido estabelecimento, Patrulheiro esse malogrado operacional que é atingido no braço por um disparo de arma de fogo – só podia! – e estes procuram a fuga num autocarro da Resende, que é imobilizado pelo Carro Patrulha na dita Avenida, ditando o sequestro dos reféns e consequentes procedimentos tácticos).

Ps: gostei particularmente da chegada do helicóptero no incidente táctico – policial, o barulho e a pressão provocadas pelo helicóptero, são deveras impressionantes, facto que levantou uma tempestade de areia de grandes dimensões!!!

O Trepador

domingo, 3 de agosto de 2008

Serra de Valongo com chegada ao tasco de Couce

Depois de um passeio - reconhecimento feito na segunda-feira em Valongo , com o Sérgio e Tone e na presença do Trilhos, onde se pôde desfrutar de 30kms de estradas e trilhos, com subidas acentuadas, descidas rápidas – fiquei fã de uma que deve ter mais de 1 km e é feita sempre a abrir- e percursos muito técnicos com muita pedra solta, a convite do nosso amigo Sérgio, que já tinha ido pedalar de manhã para Nogueira ( deve andar a treinar para os Mundiais) – na ausência do chouriço do Tone que a esta hora tá a curtir umas raparigas na Suíça e teve que faltar aos treinos- e contando com a presença do famigerado atleta do Bike17 , Pimenta Saca Saca, que tinha faltado na Segunda, fomos novamente, Sábado 02 de Agosto, pelas 15H00, pedalar para a Serra de Valongo, com o intuito maior de fazer já um reconhecimento mais completo para um passeio que será organizado por estes nossos amigos e companheiros de aventuras, Sérgio e Tone, provavelmente no início de Outubro.

Desta vez, alteramos o percurso anterior e, em vez de ir até ao alto de Valongo pela estrada, saímos de minha casa e começamos logo a entrar na Serra em Alfena, levando logo aí com uma subida longa e técnica, até ao ponto mais alto, junto ao Meco, com piso irregular mas que dá para pedalar em ritmo constante mas que exige boa preparação física, o que se aplica desde já ao resto do percurso. Daí seguimos sempre pela Serra até entrarmos na estrada principal em Valongo e continuamos até às bombas da Esso, local onde nos embrenhamos novamente nos trilhos, subindo até à Capela e logo a seguir ao Sanatório. Daí em diante é quase sempre a descer, com umas subiditas no meio, com partes do percurso muito técnica devido às pedras soltas mas que dão muita adrenalina.

Chegando já a uma estrada em paralelo e junto ao Rio Ferreira, na zona de Couce, seguimos em direcção a um tasco conhecido do Sérgio e do Tone – só podia! tasco esse que fica num antigo moinho junto ao rio e que só labora ao fim de semana, servindo petiscos e almoços – cabidela, bacalhau, etc – e umas cucas e granadas de verde e maduro, que dá para manter sempre fresquinho, é só mergulhar nas águas do rio, técnica já assimilada por nossos dois amigos. Temos mesas junto ao rio e debaixo das ramadas, o que em dia de calor, e hoje estava bastante, sabe que nem ginjas. Lá tivemos nós que fazer um esforço e ter que deitar abaixo uma caneca de cerveja traçada e uma punheta de bacalhau, acompanhada de broa e azeitonas – nesta altura lembramo-nos logo do Manel, não sei porquê!!! Ainda pensei em lhe ligar para lhe dar conta da ementa mas ali no meio do poço não há rede de Tlm que aguente, que o diga o Pimenta.

De barriga cheia, lá tivemos que nos sacrificar e pegar novamente nas burras para completar o resto do percurso, que implica chegar em estrada até Campo - Valongo, sem antes levar com uma subida de 300 metros de categoria especial logo após o Tasco!!! Posto isto, descemos pela estrada em direcção a Alfena e chegamos a minha casa pelas 19H20, o que deu cerca de 36 kms, bem puxadinhos. Aí e em jeito de desabafo, o Pimenta disse e passo a citar: “tenho de treinar mais para Penafiel senão tou lixado”, o que denota desde já um certo espírito guerreiro e de sacrifício mas também alguns sinais de carunchismo que se vem acumulando no pelotão do bike17 .

O Sérgio e o Tone ainda terão que limar algumas arestas sobre este passeio, local de saída = local de chegada? almoço ou não no tasco em Couce, possibilidade de banhos ou não, kms, etc… e este terá alguma dificuldade física mas nada que meta medo aos atletas do Bike17eco. Valerá bem a pena participar neste 1º passeio organizado por estes nossos dois amigos de andanças.
Ps: a qualidade das fotos poderá deixar a desejar mas foram tiradas por um telemóvel, embora se destaque a qualidade dos atletas intervenientes.
O Trepador

quarta-feira, 30 de julho de 2008

Subcomissário Duarte

É com profunda tristeza e também revolta que os elementos do Bike17Eco tiveram hoje, dia 30 de Julho de 2008, conhecimento do infeliz mas grave acidente que teve o Subcomissário Carlos Duarte, Comandante da Esquadra de S. João da Madeira, e que o levou a ser hospitalizado de urgência e em estado bastante crítico.
Tristeza pois ainda há bem pouco tempo fizemos um passeio de bike até S. João da Madeira no intuito de confraternizar com os colegas e especialmente com o Subcomissário, pessoa de reconhecido mérito profissional e sobretudo humana junto dos elementos da PSP e da comunidade em geral, que nos recebeu de braços amplamente abertos e nos proporcionou um excelente dia de amizade e camaradagem, dando-nos o prazer da sua companhia enquanto lhe foi possível estar presente. O Subcomissário deu o privilégio a muitos de nós na PSP do Porto de ter estado sob o seu comando e de ter crescido como Polícia e como Homem em resultado desse contacto com este Operacional de Polícia. Ainda hoje encontra-se uma sala na 2ª EIC com uma placa alusiva : “Sala Subcomissário Duarte”, lembrança que os seus homens lhe resolveram fazer em jeito de homenagem quando foi transferido para S. João da Madeira.
No meu caso pessoal, posso dizer que nunca vou esquecer o meu 1º dia de apresentação no Comando do Porto, maçarico ainda, e me ter cruzado com outros colegas, o Trilhos se calhar lembra-se disto, com o Sub. a passar na 11ª Esquadra juntamente com o Subchefe Esteves, onde ele logo se prontificou para ajudar naquilo que fosse preciso, era só contactar o Subcomissário Duarte!
Revolta por mais um acto criminal de indivíduos sem quaisquer escrúpulos nem valores morais que, directa e indirectamente, foram a principal causa deste acidente lamentável.

O pessoal do Bike17Eco e penso que posso falar também em nome de todos os Operacionais da PSP do Porto desejam um rápido restabelecimento ao nosso Subcomissário e votos de coragem e solidariedade á respectiva família.

Notícia, Jornal de Notícias

Notícia, Correio da Manhã

Fernando Sousa

sexta-feira, 25 de julho de 2008

Reconhecimento às represas do Marão

Parece que me coube novamente, fazer a crónica do excelente reconhecimento, ainda estava a ver se alguém se oferecia mas já me mandaram a boca nas sugestões aqui do blog, parece que desta vez sou eu.

Eramos 4, Trilhos, Trepador, Pequenito e Ni, nas suas máquinas, Trek, Coluer, Bedford e Torpado.
Estão agora a pensar Bedford?!! que marca de bike é esta.
Pois é parece que agora há uns atletas que fazem reconhecimentos de carro.
Quando cheguei de manhã cedo pela segunda vez* a casa do Trepador, lá na tal terra das gajas boas, fiz um comentário inocente, daqueles de quem não vê quem não quer, estavamos 4 atletas (dada a qualidade dos elementos não sei se os deva adjectivar de atletas), e só vi 3 bikes a ser carregadas.
Fui logo informado pelo atleta Pequenito, que a bike dele tinha 4 rodas. Julguei eu, que ele ia-nos só levar até ao local, mas afinal parece que não era assim.
Chegados algures ao Marão, tinhamos o Pai do Amorim à nossa espera, com a sua Bedford pois chegamos para aí uns 45minutos atrasados (*eu disse a segunda vez que cheguei a casa do Trepador).
Lá entramos os 4 para a bedford, com as bikes na caixa de carga e fomos até ao início do reconhecimento, entalados na carrinha, lá arranjamos uma posição manhosa e muito pouco máscula, que pode ser melhor definida como «de ladinho», mas é melhor não entrar em pormenores o que está feito, está feito.
Chegados ao local, montamos nas bikes e surpresa das surpresas o Pequenito junta-se a nós, claro está, de Bedford, nós a dar ao pedal nas burras e ele atrás de nós a curtir as cassetes que estavam perdidas na carrinha, mas não foi o único, como se veio a verificar.
O trajecto de cerca de 30 Km, é de alguma dureza com locais de piso solto e umas subiditazinhas que vão servir para esticar o pelotão dos bike17ecos quando lá formos todos.
A paisagem é espectacular, a acreditar no Ni, pois eu não vi absolutamente nada, com o nevoeiro que estava. Chegados ao local onde se irá finalizar o passeio, na famosa represa de Mafómedes, como estava calor, e mais molhados não ficavamos devido à chuva, que apanhamos, fomos dar um mergulhito, mais uma vez ocorreram cenas menos dignas, ninguém levou calções de banho, mas também não me vou alongar em pormenores neste assunto, digamos que existem fotos que nunca irão ver a luz do dia. Na volta à casa do Ni, lá tinhamos que nos ensalchichar, novamente na bedford, sendo assim eu auto ostracizei-me, para a caixa aberta, para mim já chegava de cenas tristes, e em boa hora o fiz pois os outros 3 compinchas foram o caminho todo a curtir as cassetes perdidas, umas músicas de categoria bastante duvidosa, mas que, ao que parece fizeram bastante furor.

Pelo caminho, e eu vinha em infracção ao C.E., por vir na caixa, ainda passamos por dois Camaradas da GNR, que estavam junto a um acidente a olhar ambos para um pedaço de pau que estava no meio da estrada, pela cara deles não sei se estavam a pensar o que fazer ao pau ou como se haviam de livrar de um dos condutores intervenientes, que estava a gesticular para explicar o sucedido, mas pela cara deles não estavam a perceber nada, o que é certo é que nem ligaram à minha infracção.
Depois da banhinho na casa dos Pais do Ni, ainda fomos almoçar ao restaurante da Sogra do Ni, «O Camponês», onde o atleta que mais comeu foi o que andou na bedford, deve ter sido do esforço, de carregar a carrinha pelo monte acima.
E foi assim que fizemos o reconhecimento, ao Marão.

*Já me esquecia da parte, da segunda vez que cheguei a casa do Trepador.
Ora na noite anterior estive na Maia a ver os MOONSPELL, e cheguei a casa lá para as 4 horas.
De manhã ainda cheio de sono, quando cheguei a casa do Trepador, não tinha levado uns míseros parafusos, para adaptar o meu suporte da bike ao carro dele, lá tive que voltar para trás, mais meia hora para cada lado, para ir buscar os tais parafusos, foi nesta altura que eu desconfiei que o dia ia ser cheio de peripécias, ainda não sabia se boas ou más, afinal... foram boas.






Pedro "Trilhos"

segunda-feira, 21 de julho de 2008

Origem e evolução da bicicleta.

Primeiro importa referir que não há consenso quanto à origem deste meio de transporte, e quanto è evolução quantas marcas existem quantos tipos de evolução diferente existem também.
Etimologia: do Francês bicyclette.
Segundo o grande dicionário da Língua Portuguesa da Biblioteca Multilingue:
Bicicleta, S.F., Velocípede de 2 rodas, sendo a de trás posta em movimento por meio de uma corrente ligada a um pedal.
Mas esta é uma definição demasiado específica e incorrecta, porque deixa de fora as bicicletas que ao invés de corrente, têm veio de transmissão e deixa de fora as bicicletas que inicialmente tinham tracção à frente e todos os tipos de bicicleta que não tenham apenas duas rodas, pois mesmo com 4, 3 ou 1 roda, chamadas de quadriciclo triciclo ou monociclo integram-se perfeitamente na noção de bicicleta, ou não?
Portanto mesmo a definição de bicicleta não é unânime.

-Os antigos egípcios e babilónios parece que também já conheciam este meio de locomoção, ou pelo menos já idealizavam nos seus hieróglifos a figura de um veículo de duas rodas com uma barra sobreposta.

-Entre os séculos XV e XVI, diversos veículos de duas e quatro rodas foram criados, com mecanismos de corrente, alavanca e outros dispositivos, mas eram pesados e complicados. Além de a maior parte não seguir princípios básicos da física e outros tantos serem imitações de máquinas já existentes, há relatos de que os usuários tinham quedas frequentes.

As origens mais consensuais acerca da origem da bicicleta moderna são duas, Alemanha ou França.
-Existe no Deutsches Museum, de Munique, na Alemanha, um protótipo chamado bicicleta de Kassler, de 1761, mas os franceses afirmam que a peça encontrada nesse museu alemão foi exportada da França.


-O que parece certo é que no ano de 1790 em França, o conde Francês Sivrac, idealiza o celerífer ou celífero, que não era mais que duas rodas ligadas por uma ponte de madeira em forma de cavalo e movimentada pelo impulso alternado dos pés sobre o chão (à moda dos Flinstones), com a particularidade de não ter guiador.


-Contudo, estranhamente, parece que a bicicleta regrediu, pois o esboço de Leonardo Da Vinci, do século XV, registrado num código guardado no museu de Madrid, já tinha pedais e direcção, enquanto que tanto a Bicicleta de Kassler como o Celerífero não tinham (afinal há alguma coisa que o Da Vinci não tenha idealizado primeiro que os outros todos?). Muitos historiadores consideram-no o primórdio da indústria da bicicleta no mundo.

-Por volta de 1816 o barão alemão Karl Friedrich Christian Ludwig Drais von Sauerbronn adaptou uma direcção ao celerífero que passou a ser denominada de guidão. Apareceu então a draisiana, que continuava a ser impulsionada com os pés no chão.






-No ano de 1855 o francês Ernest Michaux inventa o pedal, que foi instalado num veículo de duas rodas traseiras e uma dianteira. Os pedais eram ligados à roda dianteira, e o invento ficou conhecido como velocípede, palavra oriunda do latim velocidade + pé ou velocidade movida a pé.

Bicicleta todo terreno (BTT)
A modalidade desportiva mountain bike ou BTT, nasceu na Califórnia em meados da década de 1950 através de brincadeiras de alguns ciclistas que procuravam desafios diferentes das competições de estrada tradicionais e de alguns surfistas que procuravam actividades para dias sem ondas.
Os primeiros nomes que apareceram foram: James Finley Scott: "provavelmente" a primeira pessoa a modificar uma bike exclusivamente para andar na terra, em 1953, utilizou um quadro Schwinn, pneus grossos, guiador plano, travões "cantilever" e mudanças.
Joe Breeze: Fabricou a primeira bicicleta para a prática do Mountain Bike, a Breezer N.º 1 em outubro de 1977.
Tom Ritchey e Gary Fisher foram os pioneiros na prática do desporto e no desenvolvimento de componentes em série.

O FUTUROAlém de algumas aberrações inventadas possivelmente para gozar com quem as utiliza, existem alguns tipos de bicicletas que estão a ganhar alguma notoriedade, para além de vários protótipos futuristas que com maior ou menor regularidade vão surgindo na comunicação social especializada, normalmente apenas golpes publicitários, para as marcas que as revelam.
Actualmente de todos os modelos de bicicleta alternativos a mais utilizada é a Bicicleta Reclinada, sendo já notório, existir bastantes seguidores deste modelo de bicicleta.



Característistas da Bicicleta ReclinadaUm humano a viajar a velocidades média baixa, a velocidades de 15-25 km/h, usando apenas a energia necessária para caminhar é o mais eficiente em termos energéticos meio de transporte.
A resistência ao ar que é proporcional ao quadrado da velocidade, necessitando de elevados níveis de força que aumentam dramaticamente enquanto a velocidade aumenta.

A bicicleta que coloca o ciclista numa posição sentada, ou de supino, ou mais raramente na posição deitado, e que ainda pode ser associada uma cobertura aerodinâmica, conseguindo uma resistência ao ar mínima é chamada de Bicicleta Reclinada.
Numa bicicleta normal o corpo do ciclista cria cerca de 75% da totalidade da resistência aerodinâmica, na equação Bicicleta/Ciclista.
Vantagens:
Respiração vai melhorar ao pedalar, pois os braços não comprimem o peito durante o exercício.
Costas não doerão mais, pois o banco (ou assento) é projectado para deixar o corpo como se fosse num sofá, na posição de postura ideal. Nunca se fica curvado para a frente ao pedalar uma reclinada.
Os braços, mãos e ombros não sofrem qualquer tipo de esforço, pois, diferente do que acontece numa bicicleta convencional, não existe qualquer peso/força apoiado sobre eles. Servem apenas para guiar a bicicleta.
As pernas ficam posicionadas à frente do corpo, caracterizando uma técnica diferente de pedalar e mantendo uma posição mais relaxada e confortável.
A visibilidade é muito melhor do que em uma bicicleta convencional, tem-se uma visão panorâmica e não se fica com a cabeça voltada para o chão obrigando a forçar o pescoço.
Desvantagens:Não pode saltar obstáculos e nem subir lancis.
Pisos muito pesados nem pensar. O máximo é estrada de terra e/ou cascalho em boas condições de uso.
São menos eficientes em subidas do que uma bicicleta convencional, mas uma vez dominada a técnica, as subidas passam a ser encaradas tranquilamente pelo ciclista reclinado.
Nas subidas mais íngremes, há que praticar o "empurra-bike". É impossível pedalar em pé numa reclinada.
A percepção de espaço é diferente, assim como a visão do trânsito par trás da bicicleta. Isso requer treino, e um espelho retrovisor é altamente recomendado nestas bicicletas.
O raio de viragem é diferente. Para dobrar uma esquina, principalmente no início, o ciclista reclinado precisa de mais espaço para virar.
As reclinadas são um pouco mais lentas para se adquirir velocidade, porém é muito mais fácil manter a velocidade máxima atingida. Ou seja, perdem no arranque, mas manter a velocidade final é mais fácil.
Como o centro de gravidade é mais baixo do que numa bicicleta convencional, a sensação de segurança ao pedalar é excelente.





Independentemente do formato, n.º de rodas, quadros em madeira, ferro, alumínio, carbono ou titânio, no monte ou na cidade, por trabalho, utilitarismo ou simplesmente por prazer, o que parece unânime é que a bicicleta veio para ficar e é efectivamente o transporte do futuro, além de não poluente, e numa sociedade cada vez mais sedentária, obriga o utilizador ao exercício físico, é fácil de estacionar e não necessita de carta.

Faz bem ao Corpo e à mente, que mais é preciso.

Boas Pedaladas.
Pedro "Trilhos"

Este artigo não pretende ser exaustivo, existem várias efemérides importantes na evolução da bicicleta, que aqui não foram referidas, as datas são também fonte de especulação pois encontrei para o mesmo evento por vezes 2 e 3 datas diferentes sendo que todas elas por norma não diferiam mais que 1 ano ou 2.

sábado, 12 de julho de 2008

Meia Maratona, mas com a dificuldade completa.


Para quem estava com pena de só ir fazer a meia maratona de 42 km, e não percorrer os 77Km da Maratona, ao chegar ao fim dei graças a Deus, por aquela prova não ter nem mais um único Km.

De manhã, bem cedo, Pedro Trilhos, Sousa Trepador e Vitokourov, (os 3 do costume), lá foram até Fafe, participar na 2.ª Maratona BTT de Fafe, na vertente Meia–maratona
Site da Prova
Sempre ao som dos comentários elitistas e pejorativos do costume, por parte do Vitokourov, por só irmos participar na Meia e não numa Mega Maratona, arrancamos para a prova sem grandes precalços, deixamos os que tinham mais pressa fazerem o sprint inicial como é habitual nestas andanças e lá fomos os 3 ao nosso ritmo, apanhar durante o resto da prova, uma grande maioria daqueles que no inicio passavam por nós como se fossem a fugir sem pagar alguma coisa, (o último que pague).
O cenário, ia variando entre paisagens urbanas e bosques entrecortados por alguns cursos de água, que tivemos de atravessar, tendo o Trepador aquando da passagem por um dos riachos, em tom de provocação, queixado-se ao Vitokourov, que já tinha a bike toda suja e que precisava de a lavar, (assuntos inacabados de outras andanças).
Equivalendo-se ao cenário o piso também ia variando entre piso asfaltado, terra e pedras, somando ainda a variante topográfica com subidas daquelas que se costumam fazer de elevador e não de bike e com descidas alucinantes, para gozo do Vitokourov e dos demais participantes com bikes de suspensão total, que passavam pelo pessoal das rígidas, como balas, (só não eram feitos de chumbo e as mazelas físicas iam-se vendo nos atletas ao longo do percurso).

Com um acumulado de quase 1200 metros, foi uma prova dura, principalmente para mim, que levava algum cansaço acumulado durante toda a semana, culminando no dia anterior com o reconhecimento a S. Pedro do Sul.
Na altura da separação (maratona e meia maratona) a dor que ia na alma do Vitokourov por estarmos a fazer a meia, teve o seu momento mais alto, quando um atleta já da classe masters (jersey azul do Agrupamento Escolar José Meira), que tinhamos encontrado alguns metros mais atrás, fez a viragem para a maratona e nós lá tivemos de nos restringir à nossa condição física e viramos para a meia, foi um duro golpe para o ego do Vitokourov, mas teve que ser.
Chegado ao fim, dei graças por não me ter metido na Maratona, pois a Meia não deu meio cabo de mim, antes pelo contrário foi suficiente para dar cabo de mim completamente.
De referir que embora tenha feito algumas fugas o Vitokourov chegou ao mesmo tempo que eu e o Trepador, aqui era para dizer que 10 metros antes da meta parei para esperar pelo Trepador (que andou toda a prova a puxar por mim, mas agora vinha poucos metros atrás porque quase no final já na cidade teve que abrandar pois tinha um furo na roda da frente, que fora alguns Kms antes, apenas remediado para não perder muito tempo, pois o Vitokourov já estava a contar os atletas que passavam por nós enquanto tentavamos reparar a avaria, e não parava de se queixar que estavamos a ser ultrapassados por toda a gente), e afinal o Vitokourov também ainda vinha atrás de nós, mas não vou dizer, pois ele fica chateado e começa logo a arranjar desculpas esfarrapadas para ainda estar para trás e não vale a pena deitar o ego dele ainda mais abaixo.
No final, veio o prémio por todo aquele esforço, o Trepador teve direito a massagem por parte dum homem e duma menina (um em cada perna), o Vitokourov por uma menina e eu pelas duas massagistas que estavam lá para dar apoio aos atletas que por lá passavam todos rotos.

Ao almoço, o Vitokourov fartou-se de criticar a qualidade do mesmo, mas eu não me vou pronunciar pois estava demasiado cansado para reparar na qualidade do alimento, naquela altura o que viesse era bom.

Pedro "Trilhos"


Mesmo passeio versão ecobike.

domingo, 6 de julho de 2008

Ecovia, Ponte da Barca - Ponte de Lima

COM REFORÇO OU SEM REFORÇO ATÉ AO “TACHO” FINAL”





Começou a etapa com o discurso acalorado do organizador Rebinbas, que mais uma vez fez justiça à chancela de organizador ***** estrelas, do TEAM BIKE 17ECO.
Logo a abrir precalços ciclisticos dos mais incautos (seria inexperiência???) que logo se viram com avarias em correntes e afins, das suas máquinas.
Para alegrar, o primeiro tombo digno de figurar no YOUTUBE, do camarada Ferreira, que se espalhou como um verdadeiro profissional.
Para não destoar também o veterano Silva sofreu as agruras de ter que se mandar para o soalho, que resultaram em ligeiras escoriações( nas partes intimas do atleta).
Desfrutando da paisagem, o grupo lá foi rodando em marcha lenta, o que motivou fortes protestos do Vítokourov que entendia a manobra como táctica para conservar a camisola amarela do Rebinbas.
Após cumprida a 1ª etapa, surge a primeira desilusão colectiva do pelotão, que aguardava ansiosamente pelo “REFORÇO”, que não chegou a aparecer, tendo sido dada a justificação pelo organizador como contenção de despesas imposta pelo momento critico da Nação. Assim lá se deu início ao retorno, não sem que antes o Vitokourov entornasse um finito, para acalmar o espirito e para desanuviar o ambiente pesado que neste momento se vivia, no seio do pelotão (seria por causa de não haver reforço???). No regresso mais uns furos e avarias, que resultaram no atraso do Romero, que possuía a máquina em condições deficitárias (mais parecia uma carroça, tal o barulho que fazia). Chegados à meta, novos protestos do Vitorourov que agitava a bandeira da conspiração pelo desenrolar da etapa.
Ao almoço foi visível novamente o retorno do sorriso ás feições dos participantes que se lambosaram com a posta e o sarrabulho, bem regado com vinhaça e outros.
De salientar o normal furto de alimentos, por parte do Vitorourov que conseguiu iludir a organização no que toca a açambarcar sobremesas e bens alheios, provocando o caos em seu redor.
Assim terminou mais uma etapa dos bravos do pelotão, que registou com agrado a aderência dos participantes e familiares dos mesmos...

***Referências Particulares***:

Agradecimentos ao Camarada Bombeiro, que esteve presente (servindo de guia) que prestou toda a colaboração solicitada, contribuindo assim para o bom desenrolar da etapa.
Em relação à ECOVIA( Ponte da Barca/ Ponte de Lima), recomenda-se a todos os amantes da natureza, já que para além de bem sinalizada e de se encontrar em bom estado de conservação, é realmente um desfrutar de sensações sensoriais, que muito satisfaz os citadinos que se refugiam nesta actividade.
Uma palavra de apreço para os exemplares arquitectónicos encontrados nas cidades em causa e essencialmente para o bom e variado equipamento que os visitantes podem usufruir tais como: piscina, courts de ténis, zonas ajardinadas, praia fluvial, etc...
Sujidade na via pública, é coisa que não se vê por estas bandas...Porque será????
Até breve.

Mouteira

Mesmo passeio versão Sprint Veloce Team.
Mesmo passeio versão Ecobike.

quarta-feira, 2 de julho de 2008

NOVOS EQUIPAMENTOS

A pensar na imagem e no conforto, o grupo BIKE17ECO pondera a possibilidade de adquirir um novo equipamento.
Este será composto por camisola, calção e dois pares de meias (qualidade máxima da marca).

- As encomendas já estão feitas, não serão aceites mais pedidos. -

Todos os que encomendaram o equipamento, devem contactar o Sousa Trepador, o mais rápido possivel.

Pois ele tem os equipamentos para fazer a prova dos tamanhos e quanto mais rápido toda a gente encomendar o seu tamanho respectivo, mais rápido virão os equipamentos.
Em princípio estarão prontos no final de Agosto.

segunda-feira, 23 de junho de 2008

Prémios: PORTO -> SANTIAGO DE COMPOSTELA




>Prémio do Melhor atendimento - Daniela

>Prémio Fashion - Rui Rocha

>Prémio da Melhor Queda - Jorge Almeida (novamente na água)

>Prémio Lanterna Vermelha - Pedro Santos

>Prémio Fuga - 2º dia C. Coelho / 3º dia Santiago

>Prémio do Melhor Peido - Bomba largada na alvorada do 2º dia (autor incógnito)

>Prémio Avaria - Rui Rocha

>Prémio Melhor Calinada - Para o ano vamos aos “Alces” Suiços, autor incerto

>Prémio Pomada Halibut - Carlos Valente e J.P Leite

>Prémio da Melhor Alergia - Miguel Coelho

>Prémio do Melhor Alforgeiro - Vítor Silva com um alforge NASA/Louis Vitton

>Prémio Melhor Mochila da Frente - Daniel Amorim, Santiago, Pedro Santos e Calheiros, Rui Rocha e Mendes

>Prémio “Só Não ataco porque tenho um alforge” - Gouveia

>Prémio MP3 Nokia - Fernando Sousa

>Prémio Melhor Orientação - C. Coelho, Rui Rocha, Gouveia, Fernando
Sousa, Pedro Santos, Santiago

>Prémio “Eu carrego um paralelo no alforge e ninguém me disse nada” - Carlos Valente

>Prémio “Nós fizemos cair um e ainda nos rimos” - Pedro Silva e Mário Almeida

>Prémio Arroz de Sarrabulho - Calheiros

>Prémio a minha mulher não me deixa ir para longe - Mário Almeida, 2 anos seguidos que só vai no 1.ºdia

>Prémio Xinatice - Seminário Menor, por querer levar 9.50€ por cada banho e os que tomaram sem pagar.

>Prémio resmungão - Pedro Silva

>Prémio Melga - Vitor Silva

>Prémio maior extrovertido - Fernando Sousa

>Prémio companhia - Fernando Sousa (3º dia)

>Prémio furos - Gouveia

>Prémio falta de companheirismo - Todos, toda a gente se pirou após o banho.




Trilhos, Trepador e Ni

segunda-feira, 16 de junho de 2008

Mais uma colaboração entre o BIKE17ECO e o ECOBIKE.

Pois é desta vez fiquei incumbido de fazer a crónica deste treininho. No dia 16/06/2008 juntou-se o Ni (Amorim), Gigantones (Jorge Almeida) e Trepador, Trilhos e Vitokourov, dispensando estes últimos qualquer apresentação. A concentração estava marcada para as 08h30 em casa do Gigantones, mas para começar bem o Vitokourov só apareceu para lá das 9h00. Com as biclas bem amarradas nas viaturas lá seguimos nós em direcção a Águeda, com um trilho já definido no GPS do Vitokourov (percurso por onde se vai realizar a próxima maratona de BTT do Vale do Vouga), mentalizados que iríamos ter pela frente uma maratona de 80 km, pois era o que estava estabelecido. Pois é, em Águeda é que foi bonito, poderia mandar-vos já para o fim da crónica, uma vez que o Vitokourov com a ajuda do seu GPS levou-nos por caminhos de “sentido proibido”, mas já lá vamos. Depois de algumas tentativas lá conseguimos dar com a meta, partida, chegada o que lhe queiram chamar e aí fomos nós. Ao subir a serra, depois de percorrermos várias ruas da cidade e do Trilhos já estar a reclamar por pedalar em estrada, lá apareceu o seu terreno favorito, terra batida, single tracks, rios para atravessar e uma chuvinha torrencial para ajudar. Na primeira mercearia que encontramos, deu para comprar umas bebidas e duas embalagens de Filipinos pelo preço de uma (bruta promoção, xinatice do gigantones), para uns metros mais à frente parar novamente para os comilões comerem umas fêveras em pão, com um bocadinho de picante que lhes inchou os lábios, mas que lhes deu pujança para o resto do percurso. De novo a pedalar e depois do Vitokorouv reclamar das muitas lavagens das biclas, surgiu-nos pela frente uma subidazinha com várias setas pintadas no chão que indicavam direcção diferente daquela em que nos encontrava-mos “arrastar” as bikes. Pois é, só aí é que nos apercebemos que o Vitokourov com o seu fantástico GPS (loja Tai-Ping), pôs-nos a fazer o percurso em sentido contrário.


(fomos os únicos a fazer a pista de downhill em uphill).

Aí ficou explicado porque tínhamos subidas muito técnicas e descidas em piso maravilha.

Mas com betetistas desta qualidade, não desistimos (não tínhamos outra solução) e lá continuamos, até que nos surgiu pela frente uma ciclovia (linha do comboio desactivada) com piso de asfalto e em bom estado de conservação que nos levou por túneis e pontes durante alguns km a desfrutar de belas paisagens.
Depois de muitos quilómetros e do Trilhos tanto massacrar a cabeça ao Vitokourov por causa do GPS, chegamos a uma linha de comboio, onde segundo o fantástico aparelho, acabava o percurso, sendo que nos encontrava-mos ainda a vários quilómetros da chegada e no meio do nada. Pergunta aqui, pergunta acolá depois de 94 Km e de cerca de 9 horas (7h de pedalada) acabamos o percurso, com a sensação de que poderia ter sido bem mais fácil. Certo é que sem o GPS nada disto teria sido possível, pois mesmo em sentido contrário o certo é que vencemos mais este desafio. Dia seguinte: Trepador, Gigantones e Ni, com as pernas e braços com borbulhas gigantescas, provavelmente provocadas por picadas de insectos de algum local por onde passamos por causa do GPS.
Downhill à moda BIKE17ECO / ECOBIKE:

Ni.

segunda-feira, 2 de junho de 2008

Os Domingueiros das ecovias.

Mais um domingo, mais uma ecovia.
Mais uma vez os 3 eco-domingueiros, juntaram-se para fazer outra ECOviazita. A fazer juz ao nome das equipas bike17ECO e ECObike.
Mais uma vez, Sousa o Trepador (bike17eco), Vitokourov (ecobike) e Pedro Trilhos (bike17eco), lá foram bem cedo, a caminho de Mira (Aveiro) à procura de riscar mais uma ecovia do mapa.
lista de ecovias Portuguesas
Após a chegada e a confusão com a localização do ínico da ecovia, que ainda aumentou quando o vitokorov colocou essa questão a um companheiro ciclista que passava, na sua bicicleta de 1900 e carqueja, sem travões como fez questão de frisar, e que além de responder num dialecto que nenhum dos 3 conhecia, também deve ter percebido mal a questão (também não conhecia o dialecto Portuense) e julgo que respondeu a outra coisa qualquer.


Vencidas as primeiras dificuldades lá seguimos pela via que nos pareceu mais correcta. Nesta fase inicial, a ecovia não é mais que uma faixa pintada na estrada, ou isso ou o passeio, ficamos sem saber qual dos dois era efectivamente a ecovia, mas lá fomos.

Alguns metros mais à frente, no sprint para a 1.ª meta-volante, ganhou a velhinha do triciclo, o Vitokourov mesmo no seu melhor não foi rival para a senhora, e perdeu no sprint final. (Vitokourov, não vale a pena reclamar a foto comprova tudo. Mais à frente lá nos embrenhamos em terreno arborizado, com ar puro e uma bonita paisagem, passamos ainda por um par de pontes, que atravessam os vários riachos que cruzam aquela zona do País, e lá tiramos umas fotos turisticas.

Passamos pela lagoa de Mira, onde estavam alguns pescadores que tinham acabado de pescar um peixe, mais uma vez tiramos umas fotos turísticas (afinal somos domingueiros), e ainda deu para subir á torre de vigia, que lá existe.







No final da ecovia, e como ainda tinhamos que andar mais um pouco, apanhamos uma das estradas que cruzam aquelas matas em direcção à praia da Tocha, era a estrada mais monótona que se pode imaginar, parece que vamos num tapete rolante sempre no mesmo sítio e a paisagem vai rolando. A câmara Municipal daquela zona compra as estradas ás peças, tipo legos, mas só compra rectas para não gastar dinheiro em curvas.

Chegados à praia da Tocha, que para lá chegar ainda fizemos mais alguns Km´s de ecovia, presenciamos uma terrinha muito bonita com uma casinhas pequenas junto á praça principal, e uma espécie de colónia de férias com casas em madeira noutra parte da vila, o Vitokourov tirou uma foto junto á sua máquina de sonho, vai trocar a “La Pierre”, e discutimos se iriamos ou não

seguir em frente ou voltar para trás, a decisão foi obviamente seguir em frente.
Posto isto seguimos a seta que dizia «Quiaios 13km», podiam era avisar eram os 13Km em linha recta, com um piso medonho cheio de buracos, mais uma vez parecia que estavamos sempre no mesmo sítio, eram as mesmas peças de legos da outra recta, mas estas eram as que tinham defeito.

Em Quiaios, fomos abastecer, ao tasco local e à mercearia, seguindo depois para a Serra da Boa Viagem. Não sem antes, vá-se lá saber como ou porquê, (devia ser a directa a fazer-se notar) o Trepador despista-se e atira-se contra um portão de garagem, provocando o estrondo característico da chapa, não houve lesões e fugimos antes que o dono viesse ver os estragos no portão.

Na Serra da Boa Viagem, durante a escalada, deu para ver que a serra está pejada de trilhos, quase todos marcados com fitas coloridas, aliadas a marcações no pavimento, (ficou desde logo prometida uma viagem de exploração aos trilhos desta serra).





Quase no topo, ocorreu a primeira avaria, um furo no pneu posterior da minha Trek e pronto lá tive de moinar uma câmara de ar ao Vitokourov, que não deixou de se gabar que a sua câmara era das melhores e tal, era da marca XXX e não sei quê. Lá vou ter de pintar um nome duma boa marca de bicicletas numa câmara de ar das fatelas para lhe devolver, (ou então dou-lhe a mesma).
Após a reparação e o lanche, sim porque sem comer também não se pedala, e a discussão, ir ou não ir à Figueira da Foz, lá fomos ao topo, onde se pôde ver a espectacular vista, que vai das praias até à Serra do Bussaco.

Já a descer a serra lá decidimos ir a corta mato, (afinal não somos assim tão domingueiros), voltamos para trás e escolhemos um dos vários trilhos que rasgam a serra, mas parece que escolhemos o pior, é quase todo em pedra solta, que não dava grande vida ao equipamento, e dificultou a descida. Eu embora não tenha caído, fui praticamente aos morangos numa curva, só não caí porque fiquei em cima duns arbustos que aguentaram o meu peso, e não foi o único “quase despiste” que tive, muito por culpa dos meus pneus «slics», mas lá me safei.Quando eu e o Vitokourov, já nos encontramos na base da descida principal, notamos a demora do Escalador, e como chamamos por ele e não obtivemos resposta, lá fui eu pensando o pior, serra acima a pé procurar o Escalador. Estava tudo bem, mas tinha tido uma avaria, daquelas estúpidas, que nem sei explicar, saltou um rebite da pedaleira maior, e a corrente ficou encravada em 2 sítios diametralmente opostos e exactamente da mesma forma, entre o prato da pedaleira os parafusos que os seguram e o braço do pedal, nem consigo explicar, só vendo. Entretanto o Vitokourov, que tinha ficado a tomar conta das bikes apareceu também, subindo a serra, todo roto com as 2 bikes, a dele e a minha.
No regresso, para evitar a maravilhosa sensação de monotonia, que as rectas ofereciam, resolvemos voltar pela estrada nacional, com paragem no tasco para o reabastecimento.

No final foi de notar que durante toda a viagem passaram por nós, ou nós por eles depende do ponto de vista, muitos mais ciclistas pertencente à classe reformada, do que de outro tipo de classe etária, quase todos com o mesmo modelo de bike, selim com molas, cesto atrás ou à frente e pouca tinta na ferrugem, mas afinal era domingo e nós fomos passear para uma ecopista, do que estavamos à espera.
E foi assim que fizemos mais 108 Km, em 5h30, sempre a ouvir a rádio Vitokourov, que só passa clássicos da tv mal assoviados. O meu Mp3 lá me safou mas o Trepador teve que o aturar.
Pedro "Trilhos"