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IDA A FATIMA PELOS CAMINHOS

terça-feira, 26 de novembro de 2013



** A seita juntou-se para ir a Fátima em 2 dias pelos Caminhos de Santiago * (sentido inverso obviamente). * (Os Caminhos de Santiago originais, com origem no Sec.IX, não passavam pela Cova da Iria (Fátima), cujas aparições tiveram origem apenas em 1912).  
** A equipa compunha-se por 6 Peregrinos, tudo moços muito religiosos, imbuídos da sua fé:
Rui Silva (mentor do projecto); Pimenta “Saca Saca”Sousa “Trepador”Sérgio “Fugas”Manel “Xinateiro”Vidinha “furos”. Foram ainda mais 4 pecadores, só para passear: Pedro “Trilhos”Jorge Almeida; Ferreira na logística e o Salapismo, que embora não tenha sido convidado resolveu acompanhar-nos.
** Como numa peregrinação o objectivo é o caminho e não a chegada, o nosso caminho foi cheio de azares o que só contribuiu para a qualidade do mesmo.
Dia 1. 
** Logo de manhã cedo, junto à do Porto, vi logo que ia correr mal, pois o Jorge Almeida, que é da concorrência, apareceu e tivemos que o aturar, o que nos valeu é que o caruncho já não lhe perdoa e em Águeda, arranjou uma desculpa qualquer “Ah e tal um amigo meu vai passar aqui de carro e eu vou com ele.”
 Entretanto o Pimenta furou e o Vidinha também.
**Seguimos o Caminho de Santiago que se encontra, pelo menos na zona do Porto, bastante bem sinalizado,atravessando a Serra de Canelas.
E o Vidinha continuava a furar.
** O já merecido almoço foi arranjado pelo nosso profissional da logística, Ferreira, em que nos arranjou nem mais nem menos, do que uma cabidela caseira, Albergaria-a-Velha, no café "Bijou", com direito a acondicionar as bikes no quartel dos Bombeiros, já ali ao lado. Fomos recebidos á boa maneira portuguesa e do tacho rezam as crónicas que nem os ossos escaparam...
** Em Águeda, o carro da Logística parece que também não foi avisado que a viagem era grande e resolveu “meter parte doente” e regressar a casa também. O Rui Silva e o Ferreira lá se desenrascaram com o reboque, táxis e carrinhas emprestadas e deu para ir ter a Coimbra (final do 1º dia).
E O Vidinha não parava de encher pneus.
** Com estes problemas todos, chegamos a Coimbra já de noite, mas são e salvos, menos o Jorge Almeida, mas esse também era da concorrência… 
** Resultados do 1º dia:
- O Jorge Almeida regressou a casa;
- A viatura da logística também regressou a casa;
- Não sei se já disse mas o Vidinha e o Pimenta furaram outra vez;
- A Ponte em Lamas do Vouga ruiu (não fomos nós, a sério que não);
- O Pedro partiu 1 raio e O Manel partiu 2 Raios.


 Pedro "Trilhos" Silva.

2º dia e o “salapismo” continua…

** Após um sono reparador…, se é que é possível com tantos roncos, acordámos pelas 6h30, mais uma vez o Vidinha com um furo, sem andar!
** Carregamos baterias no pão quente “Doce Mel”, com um pequeno-almoço reforçado, lá fomos descendo até ao  Mondego, da ponte podia ver Coimbra a acordar, com o sol madrugador a espalhar a sua ténue luz sobre o casario deixando a Cabra, torre da Universidade. Coimbra como um farol dominando o promontório onde, de facto, morfologicamente se levanta. Mas para ter esta visão foi preciso subir bem, aliás foi sempre a subir, quase que saia o reforço da manhã.
** Ao fim de algum tempo chegámos às ruínas de Conímbriga, vá lá que não estava ninguém e não foi
preciso pagar para ver os nossos antepassados romanos.
** Estava tudo bem, até que um telefonema do motorista Ferreira, do carro da logística, alterou os planos, a sua esposa estava no hospital. O Manel levou-o ao Comboio a Coimbra e encontrou-se com a malta no Rabaçal, terra do bom queijo, que ninguém quis provar. 
** Bem, como ninguém queria conduzir o carro de apoio, combinamos deixar o carro na GNR de Ansião. Pelo caminho, a porta da carrinha abriu-se e as bikes quase saíram pela traseira, mas desconfio que foi por causa das moças de cor alternativa, que ganham a vida na berma da estrada, pois o Sousa,  parece que tinha um “furo” e as raparigas tinham ar de quem conseguia encher o pneu!
** Entretanto, o Manel seguiu pela nacional, pois tinha razão, com 60 anos talvez não venha mais a Fátima e pela estrada era mais cómodo para ele.
** O Sérgio Fugas partiu mais uma vez a corrente, mas ponderou se não terá sido da aletria que ingeriu, pois fica com a pedalada mais dura e parte tudo! Temos agradecer aos colegas da GNR de Ansião, foram inexcedíveis, trouxeram o almoço para todos prontificaram-se a guardar o carro de apoio. Mas não foi preciso pois o Pimenta já estava pelos poucos cabelos e preferiu conduzir o carro.
** Fomos marcando o nosso encontro em Freixianda, o que não estava fácil, pois a partir daquele local o
caminho começa a ser de mais difícil perceção, as marcas não estão visíveis ou com marcações enganosas obrigando a fazer uma grande subida com a bike pela mão para ter ao mesmo  caminho! Alguém andou a brincar com as setas azuis, pois as amarelas desapareceram.
** A faltar 10 km para o santuário, cerca das 18h20, optámos por ir pela estrada, isto porque as setas e o gps não estavam em consonância.
** Em S. Sebastião, nas imediações de Fátima, tínhamos de optar pela estrada N356 ou pela estrada de Alvega. Optamos pela última, mas foram 8 km sempre a subir (10%) de inclinação.
** A nossa aventura, pelos Caminhos de Santiago ou Fátima, terminou pelas 19h20 quando chegamos finalmente ao Santuário, ali sim tivemos a alegria de terminar e de encontrar Paz e descanso.
** Mais uma vez os colegas da GNR, do posto de Fátima foram excecionais, ali tivemos guarida para o carro de apoio e direito a um banho quentinho, pois o frio já se fazia sentir.
** Abalámos pelas 21h30, após ter pago as promessas, fomos aconchegar o estômago com um leitão na Mealhada, pois a alma já estava confortada, pelo objetivo alcançado.

** No fim de contas, o caminho é duro na chegada a Fátima, mas muito bonito na sua extensão.
Vale a pena faze-lo, pela sua beleza estética e intrínseca, pois o laços de amizade saem fortalecidos, apesar dos azares, ninguém se magoou e as avarias foram normais.



Rui Silva.


Fotos deste Passeio Fotos deste Passeio

TRILHOS DOS MOUROS - Circuito NGPS

quarta-feira, 20 de novembro de 2013





** Nascido em 2011, o conceito do Circuito NGPS  é e passo a citar " o de criar um conjunto de eventos/passeios de Btt, com razoável grau de dificuldade, com orientação exclusiva por GPS, em autonomia total, e de custos reduzidos quer na organização quer para os participantes. Uma das grandes metas atingidas terá sido o do convívio salutar e as novas amizades que entretanto se foram enraizando ao longo do ano. No segundo ano fomos ainda mais além, cobrindo uma área geográfica maior e com mais eventos. Para 2013 teremos 11 eventos, novos percursos e novos locais como a Serra da Freita, o Gerês, Guimarães e a Serra da Gralheira."
** Em 2013, 4 destes mafarricos participaram na 1ª etapa deste circuito, realizada na Serra da Freita, na estreia para a organização dos nossos amigos da Ecobike, evento que foi um estrondoso sucesso a todos os níveis.
** Desta vez, a 10ª e penúltima etapa realizava-se aqui pertinho de casa, por terras do Castelo da Maia e tinha como mentores o grupo BTT CaçaMouros. 
** Sendo assim, Eu, o Pimenta e o Sérgio resolvemos marcar presença para mais um excelente e duro dia de puro BTT, tendo-nos inscrito no percurso mais longo, com cerca de 70Kms. A alimetria não enganava os mais incautos e o percurso foi um autêntico rompe-pernas, num misto de estradas rurais, estradões, monte,
singletracks, caminhos de vacas, etc... havia para todos os gostos. 
**Algumas partes do percurso já tinham sido por nós desbravados em tempos, por exemplo o monte de S. Gens, a torre de vigia da Paradela junto à Trofa e onde passa o Caminho de Santiago, Vale do Pisão, Vilar de Luz e Sao Miguel o Anjo, outras foram autênticas boas supresas.    

Breve notas do dia
1º. Eu e o Sérgio fomos supreendidos logo de manhã pela nova mudança da bike do Pimenta, não é que o mafarrico me deu enfim ouvidos e meteu pneus tubeless! Já deixei foi de ter uma desculpa válida para descansar enquanto o rapaz remendava os seus 40 furos por trilho...
2º. Vários ilustres seguidores do Circuito e amigos aqui da malta se cruzaram connosco, 
cada um com o seu objetivo traçado para o dia, caso do sempre e eterno jovem Manuel Couto, o atleta de cariz internacional Tó-Jó, o paparazzi Domingos Moreira e o Henrique Santiago que já tinha planeado o assalto ao local de almoço 15 dias antes de certeza! 

3º. O Sérgio reviveu "boas sensações" ao passar novamente numa descida técnica, na qual uns meses antes e na minha companhia, "virou a barcaça" em modo câmara lenta e espatifou-se conjuntamente com o seu mega GPS Garmin. Eu sei, pergunto vocês como está o Gps, sofreu bastantes mazelas no écran e encontra-se ainda a recuperar...
4º. O Pimenta só veio fazer um treininho de 50 kms, em modo poupança, para no dia seguinte aí sim fazer-se representar ao mais alto nível, na Aguçadoura, Póvoa de Varzim, num passeio/convívio em homenagem ao mítico ciclista luso Rui Costa, pelo que, quando chegou á estrada que liga a Vilar de Luz- ainda sem furos!- e que conhece perfeitamente, meteu pés a caminho da meta... Se ele foi ou não no dia seguinte permanece um mistério!


5º. Em razão da sua idade avançada e de um já acentuado caruncho acumulado nos seus ossos, ressequidos pela brisa marítima da Afurada, o nosso grande amigo Jorge Almeida, ilustre Presidente da Ecobike, nem direito teve a um dorsal pois os riscos e possibilidades de este último encrencar o passeio eram demasiado elevados. Claro está que o "belhote" mal nos viu, teve que vir tirar uma foto com tão ilustres betetistas. Tentamos depistá-lo durante o resto do passeio, pelo menos até aos 50 kms, em vão amigos... Lá tive eu que ouvi-lo a desabafar das saudades profundas que já tinha das suas conversas profícuas com o Manuel "Xinateiro", dos problemas de falta de óleo nos joelhos, etc... Mas é sempre um prazer para nós.
** No fim de contas, mais um belo dia de convívio e de desporto, por terras lusas, enquadrados num conceito simples, de puro BTT, mas, é costume dizer-se que, muitas das vezes, as coisas simples são as que nos tornam mais felizes

Manuel "Trepador" Sousa.

PS. O dorsal do passeio dos 400 participantes, com uma faixa preta, fazia uma singela mas justa homenagem a um companheiro betetista, recentemente falecido, Tó Zé, do singular Grupo de BTT Kunalama ApdPortela, indefectíveis destas andanças. E, no dia seguinte, foi também noticiado a morte de outro companheiro betetista, Manuel Barreira, durante um passeio de BTT, em Mirandela, pelo que, em meu nome pessoal e de todo o pessoal do Bike17Eco, enviamos os nossos sinceros e sentidos pêsames aos familiares e aos amigos dos guerreiros falecidos.  

Fotos deste Passeio