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Vila Boa do Bispo

sábado, 9 de abril de 2011




À partida, 26 bravos ultimavam os preparativos com o moral bem alto apesar da chuva. Oportunidade que não podia perder, pois para mim foi o reencontro com grandes amigos da 17 Eco, muitos dos quais já não via hà anos. Antes de arrancarmos, o Jorge Almeida (Gigantone) abria as hostilidades municiado de duas granadas de mão (2 garrafas de xiripiti) fazendo questão de as colocar ao fresco no restaurante “Nascer do sol”. As mesmas revelaram-se essenciais no treino de recuperação que teve início logo no final do passeio …héhé.
 Como não podia deixar de ser a boa disposição do pessoal ia marcar o mote neste passeio. Posto isto, cerca das 9h00, o grupo de aventureiros fez-se ao caminho e rapidamente percorreu um pequeno troço de calçada, para entrar de seguida num “single track” enlameado cuja progressão foi dificultada pela densidade do grupo que afunilou com as primeiras derrapagens e falta de escapatória.
O Diogo (o bravo mais novo e aniversariante) aproveitou estas paragens iniciais para fazer umas afinações de última hora, não vá o diabo tecê-las. A seguir entramos num bosque com um trilho bastante técnico que serpenteava encosta acima até chegarmos ao último reduto de casas onde tivemos de pedir licença para passarmos a uns agricultores que ali trabalhavam o campo. Após uma breve paragem para reagrupar, junto de um canastro peculiar que mais parecia uma portagem medieval, saímos do vale por um pequeno troço de ligação em estrada. Tínhamos acabado de sair de Valeboa, palco de uma grande batalha, em 990, levada a cabo por Dom Moninho Viegas, o Gasco, que aproveitando esta posição conquistou aos Mouros o Castelo de Monte de Arados.
Ao atingirmos o colo de Pinheiro passamos assim para as vertentes orientais dos montes de Rosem, sobre as encostas do Rio Douro, deixando para trás o Tâmega. No alto de Pinheiro entramos num caminho “entre-muros” muito técnico e com muita pedra escorregadia que percorre a parte superior da freguesia de Sande.
Após mais uma pequena ligação por estrada, atingimos um troço do “ Caminho do Rio”. Antiga calçada insistentemente percorrida a pé ou com carros de tracção animal no passado que permitia aceder à grande artéria de circulação, itinerário Romano e Medieval dos Flávios a D. Rainha Mafalda em direcção a Tongobriga que por sinal é bastante pesado por ser uma subida acentuada, acrescida de dificuldade técnica. Facto que fez moça nalguns “Riders” menos preparados. Chegados ao alto de Montedeiras, o “xobe xobe” tinha acabado. Começava a parte compensadora do passeio…
Bem aí encetamos uma descida quase frenética cheia de adrenalina, mas desta vês rumo ao Tâmega, na vertente ocidental. Os caminhos percorridos até a capela do Castelinho essencialmente de saibro com muita pedra solta e regos de água traiçoeiros foram alternando com pequenos troços de single track sinuosos de puro prazer.
No final de algumas descidas o piso apresentava areias acumuladas pelo inverno rigoroso facto que provocou umas quedas aparatosas sem gravidade… Mas a Lei das series não acabava aqui…Antes de chegarmos a referida Capela, o Silva, ao tentar avisar os companheiros de um perigo iminente a sua frente, foi-se enfiar na boca do lobo, resultando noutra queda, magoando-se mais seriamente. Visto que o nosso amigo Silva estava um pouco “empenado”, decidimos que eu iria acompanha-lo por estrada com ajuda da companheira até Vila Boa Bispo.
O resto do grupo seguiu pela encosta abaixo em direcção às terras da Escola Agrícola de Rosém, pelos famosos trilhos do Enduro que mais parece um “single” de montanhas russas para BTT, finalizando com a descida de cortar a respiração de um grande penedo, (penedo esse, que o "Saca Saca" conhecedor das qualidades dos riders do BIKE17ECO, não deixou que fosse feito desviando o trânsito por o trilho ao lado, porque senão ia haver mortos...).
Após a travessia do povo de Rosém pelos vistos o pessoal também seguiu por estrada até aos balneários da Casa do Povo, pois já estava tudo a pensar em por os pés debaixo da mesa...
Seguiu-se um belo almoço de confraternização onde não faltou o bom humor e onde cantamos os parabéns ao Diogo.

Quero deixar aqui os meus agradecimentos a todos quanto participaram neste passeio pois foi um privilégio pedalar convosco.

Couto
Fotos deste Passeio