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domingo, 21 de fevereiro de 2010

Abraço ao Bruno - Pensamentos.

***Toca o despertador. 06H50. Paradise City como toque de alerta. O tempo que se faz sentir lá fora é tudo menos o paraíso. A PREGUIÇA está deitada ao meu lado, sussura-me palavras doces ao ouvido, abraça-me, convida-me a ficar mais um bocadinho. Sinto-me tentado pelo seu convite. Não. Não posso. Não quero. O BRUNO está à minha espera! À nossa espera!
***Os Bravos e Bravas do Bike17 já estão a caminho. O Pimenta chega desta vez a horas, é o primeiro à porta de minha casa!!!! Sinal Celestial de que algo vai mudar hoje. Para melhor.
Manuel Xinateiro e Pedro Trilhos são os próximos. Pai e Filho em sintonia e harmonia plena. Seguem-se o Sérgio Fugas, Sónia, Isabel e Vítor. Vêm animados como é do seu timbre, espírito contagiante que rapidamente se propaga.
Por esta altura, o Élio, Renata e Edite aguardam por nós nas bombas da A3. Estreia dura para muitos. Mas moralizadora e gratificante. Abastecemos a alma e seguimos para Fafe. O BRUNO está à nossa espera!
***Chove a cântaros. Faz frio. Equipamos. Tem de ser. ELE não pode esperar. Não vejo desmotivação nos Bravos mas sim alegria, altruísmo, espírito de amizade, caras e corações felizes. E corpos encharcados.
***O BRUNO já se encontra na linha de partida. Sobressai no meio da multidão. Dá a partida. Trilhos, Manuel Xinateiro, Pimenta Saca Saca, Sérgio Fugas, Vítor, Élio, Renata e Edite partem para os 40 Kms. Sónia e Isabel têm de aguardar um pouco mais para o passeio pedestre. Mas vai valer a pena esperar.
***Divago um pouco: o Homem do chapéu branco fica-me na retina. Tiro-lhe uma foto. A minha nova máquina digital é de cor amarela, ainda bem, fica mais visível se a deixar cair nos trilhos, pensamento inocente naquele momento. Não sei porquê.
***Sucedem-se as descidas e subidas, sobretudo as subidas, a lama toma conta das nossas bikes, cansa-nos as pernas. Mas não a alma. O percurso é duro e longo, mas esquece-se logo esse pormenor ao contemplar as magníficas paisagens e trilhos escolhidos. Olho para os Bravos e Bravas e vejo sofrimento em alguns. Mas vejo igual determinação. O BRUNO está à nossa espera para o merecido Abraço.
***Já não sei da maior parte dos meus camaradas e amigos, encontro -me com alguns no abastecimento. Que boas estas sandes de marmelada e fiambre. Que frio também. Não faz mal, sei que estão a gostar, que vão chegar bem e que vão apreciar o dia. Este dia..

***Chego enfim à meta. Sensação do dever cumprido. Os Bravos e Bravas já chegaram. Já deram o SEU abraço . O BRUNO está lá. Aperto-lhe a mão. Fico embaraçado, não sei o que lhe dizer. Tanto coisa para ser dita. Penso nas muitas injustiças e nas partidas que a vida prega. Nos muitos BRUNOS pelo país fora. Fico revoltado. Também, à minha maneira, sei um pouco como te sentes BRUNO, penso para mim. Mas vejo e sinto confiança e forças no BRUNO para seguir em frente e vencer as adversidades, sejam elas quais forem. Fico mais sossegado.
***No final, troco ideias e sensações da caminhada com a Sónia e a Isabel. Vejo a satisfação nas suas caras. Caminhos desconhecidos percorridos em harmonia com o Mundo. Divago: que bem que me sabia nesta altura ser convidado para um daqueles lanches, vinho e broa à mistura, no meio da paisagem. Talvez noutra vida.
***Olho em volta, banhos tomados, vejo corpos cansados, fatigados, mas espíritos cheios e preenchidos. Regressamos por fim. Chego a casa. Cansado. A PREGUIÇA já dorme. Deito-me ao seu lado. Furtivo. Amanhã é outro dia. Adormeço. Em Paz.
PS. Esta Crónica, simples mas sincera, minha, nossa, é para ti BRUNO. Para te dar alento e forças para o futuro.

Fotos deste Passeio

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quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

Ciclopatrulhas femininas da PSP


Olá pessoal das pedaladas!


Desta vez calhou-nos a nós “Meninas” (Edite e Renata) a difícil tarefa de fazer uma crónica para o BIKE17ECO.


Colocaram-nos isto como sendo um "desafio" e como somos mulheres que adoramos desafios….aqui vai (ou pelo menos vamos tentar)!

Resolvemos falar-vos da nossa actividade profissional durante o período de verão, as Ciclopatrulhas ou Equipas Velocipédicas da PSP.

Este é um tipo de patrulhamento que pela sua presença visível na via pública, chama a atenção das pessoas, enquadrando-se por isso, no programa policiamento de proximidade, uma vez que oferece uma grande comunicação entre a nossa instituição e a comunidade, visando uma actuação policial em colaboração com a população, no âmbito da resolução da pequena/média criminalidade, na prevenção de crimes e transmitindo por isso um maior sentimento de segurança.

A nível pessoal, quisemos fazer parte deste projecto porque vimos nele a possibilidade de juntar o útil ao agradável… trabalhar e exercitar ao mesmo tempo! Para além de que é uma forma de demonstrar a utilidade e versatilidade da bicicleta como meio de transporte alternativo, permitindo uma maior flexibilidade e mobilidade o que nos possibilita chegar a locais onde os veículos motorizados dificilmente têm acesso e mais rapidamente do que o patrulhamento apeado (ex: zonas balneares, ribeirinhas e pedonais), com a mais-valia de ser um meio de transporte “amigo” do ambiente.

As nossas “cicloaventuras”começaram quando ainda estávamos em Lisboa. Nessa altura, surgiu a hipótese de tirar o curso das ciclopatrulhas. (sim que para andar de bicicleta é preciso ter um curso). Então lá fomos nós…
Durante duas semanas estivemos na Esquadra de Oeiras onde tivemos uma formação teórico-prática ministrada por três instrutores, também eles, nossos colegas, pertencentes ao núcleo de Instrução.
A primeira semana de curso incidiu basicamente na teoria, tivemos um curso básico de primeiros socorros e legislação rodoviária, onde nos foram dadas algumas noções de como um ciclista se deve comportar na via pública, entre outras coisas.
Na segunda semana foi a parte prática. Foi pedalar, pedalar e pedalar… muitos quilómetros fizemos! Mais parecia que estávamos a ter treinos intensivos para participar em alguma competição….mas se assim era, nós estávamos lá para não falhar!
Por fim, no último dia de curso, fomos brindadas por uma avaliação, que incidiu única e exclusivamente, na realização de um trilho previamente definido na mata do estádio Nacional e que teria que ser concluído num tempo limite….

Claro que aqui as meninas não se deixaram intimidar e concluíram o curso com SUCESSO.
Mais tarde, integramos as equipas velocipédicas da 4ª Divisão do COMETLIS na área da 26ª Esquadra-Belém, uma zona ribeirinha bastante agradável (recomendamos!)

Quando começamos neste serviço, sentimos grande surpresa por parte dos cidadãos, turistas e comerciantes, uma vez que só estavam habituados a ver Polícias de bicicleta na série televisiva ”Asas nos pés”, no entanto, com o passar do tempo foram-se habituando e já vêm este serviço com bons olhos.

Presentemente, como já nos encontramos na nossa Mui Nobre Sempre Leal e Invicta Cidade, acabamos por ter a oportunidade de nos juntar também a este grupo do BIKE17ECO, onde temos sido participantes pioneiras nalguns dos passeios já organizados, por estes e muitos outros amigos e nos muitos que se seguirão.

Por isso cuidado que” nozes” andamos ai!

Edite e Renata

sábado, 13 de fevereiro de 2010

Capacete no BTT, estorvo ou indispensável utensílio?

Há uns dias, foi-me lançado um desafio por uma amiga minha, atleta de calibre internacional, Betetista de craveira do BIKE17ECO, nos seus treinos e passeios regulares, no maior espírito altruísta e de sacrifício para o desenvolvimento e evolução do BTT em geral, e do Bike17 em particular, para comprovar a teoria da importância do uso do capacete, resolveu dar o corpo ao manifesto e atirar-se para o soalho, com o dito cujo na cabecita pensadora, resultando em algumas escoriações e nódoas negras na nossa atleta, sem nenhuma gravidade no entanto, enfim, mal necessário para a experiência pretendida.

Portanto, desta fabulosa experiência laboratorial e pensada ao pormenor pela Moça, fica o registo para a discussão futura sobre o tema em apreço.

Como Atleta do Ano, com a responsabilidade inerente ao cargo, resolvi abrir os cordões à bolsa de anteriores cachets acumulados em várias provas, adquirindo um capacete apropriado para a Xouriça, como sinal de reconhecimento pelo esforço e empenho.


PS:
Duas notas: -primeira, a bike encontra-se de boa saúde, meus amigos; -segunda, visto não nos ter sido comunicado estes preparativos e na impossibilidade de ter efectuado uma reportagem fotográfica da experiência, foi aberto um processo sumaríssimo à Atleta em questão......





Crónica com o Patrocínio da Bandejas e Bandejas Lda.

domingo, 7 de fevereiro de 2010

Pedalar até à Medula

O HOMEM REVELA-SE PELOS SEUS ACTOS



Custóias, costuma ser na nossa gíria profissional, sinónimo de privação da liberdade, de infracção de normas sociais, de egoísmo, etc..

Hoje, dia 07 de Fevereiro, todas estas analogias à palavra Custóias, deixaram de fazer sentido, pela iniciativa de uns e pela vontade de uns tantos outros. Assim pelas 10H00, começaram a afluir ao recinto da esquadra de Custóias, os primeiros participantes, não tardando muito até que os demais ali comparecessem. Após uma breve introdução levada a cabo pelo nosso amigo Guimarães, lá fomos nós percorrer várias artérias de Custóias e Matosinhos, em pelotão compacto, sendo de realçar que o lugar de cabeça de fila, coube nem mais nem menos a uma menina, que na sua bicicleta cor-de-rosa, impunha o ritmo aos demais bikers. É de realçar o são convívio que se desenrolou ao longo de todo o percurso bem como louvar a segurança prestada pela força de segurança presente ( PSP).
No términos do passeio, surgiu a verdadeira motivação deste encontro e aí todos os interessados foram sujeitos a recolha de sangue, levada a cabo por técnicos da CEDACE, que assim nos deram a esperança de sermos parte da solução de um problema tão grande como é a dificuldade de encontrar pessoas compatíveis para doadores de medula.
Uma palavra especial para todos que ali compareceram no intuito de serem verdadeiramente cidadãos com plena consciência social.
Por fim resta-me ser o porta-voz de todos aqueles que comigo ali compareceram: CARMEN, vais com toda a certeza continuar a sorrir, pois o teu sorriso ilumina o nosso dia-a-dia. ADORÁMOS-TE.

João Mouteira
Crónica "Alma de Pássaro"
Crónica "PEDALADAS BIKE TEAM"
Carta dos Pais da Carmen à "PEDALADAS BIKE TEAM"

Fotos deste Passeio

sábado, 6 de fevereiro de 2010

As paredes de Amarante




Mais uma vez fomos até à cidade de Amarante, não para participar na maratona local mas sim para fazermos um trilho. Como os carunchosos de sempre ficam em casa no quentinho, só eu, o Trepador e o Fugas é que comparecemos para mais uma jornada.
Com partida junto às piscinas municipais e com a chuva a ameaçar cair, lá rumamos ao centro da cidade, onde tiramos umas fotos (tinha que ser com a máquina nova do Trepador, claro!).
Com um tempo fresquinho nada melhor que umas “subidazinhas” para aquecer. Primeiro por estrada e depois por zonas mais agrestes, algumas delas privadas (sujeitos a levar um enxerto), lá fomos subindo (estava visto que frio não iríamos ter).
Desta vez o timoneiro de serviço foi o Trepador, que nos punha sempre no caminho certo, ou seja, nas subidas (não fosse a alcunha dele “Trepador”). Depois de cerca de 16 quilómetros quase sempre a subir, chegamos ao ponto mais elevado do trilho, mais propriamente à Capela de S. Bento, onde paramos um pouco para enganarmos o estômago. Neste momento já eu e o Fugas questionávamos o Trepador qual a marca das bombas que ele tinha tomado antes de sair de casa, pois o moço praticamente ainda não tinha desmontado da burra. A resposta não se fez esperar: “Ah e tal, isto é muito treininho!” Pois, pois, deves é ter um rolo escondido em casa.
Após a paragem, lá apareceram as primeiras descidas, que souberam maravilhosamente bem, como sempre. O regresso a Amarante foi feito quase sempre a descer (também já estávamos fartos de “paredes”).
Resumindo, foi um percurso razoável em termos técnicos, não podendo, no entanto, dizer o mesmo em relação ao nível físico, pois subidas não faltaram.
Mais um dia bem passado na companhia dos meus amigos e companheiros de luta ao caruncho.
Até ao próximo!
Abraços e beijinhos!

Saca Saca.

Fotos deste Passeio
Download deste Trilho

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

2064. NUMBER OF THE BEAST





"E faz que a todos, pequenos e grandes, ricos e pobres, livres e servos, lhes seja posto um sinal na mão direita ou na testa, para que ninguém possa comprar ou vender , senão aqueles que tiver o sinal, ou o nome da besta, ou o número do seu nome. Aqui há sabedoria. Aquele que tem entendimento calcule o número da Besta, porque é número de homem; e seu número é vinte e sessenta e quatro" (Apocalipse 13:16-18)