No Sábado, em dia solarengo mas frio, eu, Sérgio "Fugas" e Pimenta "Saca Saca" fomos até Delães, fazer o percurso da Rota das Descobertas, trilho baseado na prova organizada pelo Clube BTT Joane.
Sousa "Trepador"
No Sábado, em dia solarengo mas frio, eu, Sérgio "Fugas" e Pimenta "Saca Saca" fomos até Delães, fazer o percurso da Rota das Descobertas, trilho baseado na prova organizada pelo Clube BTT Joane.
Sousa "Trepador"
Olá, é só para relembrar que, como sabem, faço anos no próximo dia 25.
E sei que têm andado a massacrar a cabeça a pensar no que me vão oferecer, como tal venho-vos dar uma ajudinha, sobre daquilo que quero (e mereço) receber de prenda.
Cartões, email`s, e telefonemas a desejar Feliz Aniversário, obrigado, mas não vale a pena, já recebi suficientes o ano passado (e nos anteriores). 
Aquilo que eu quero mesmo, é uma máquina nova, de preferência com suspensão total.
Como sei que vocês são meus amigos, (e podem juntar a prenda de aniversário à de Natal) obviamente, vão-ma oferecer.
Por isso, deixo, desde já aqui, o meu Obrigado pela bicicleta nova, vou gostar muito dela e vá-lá, despachem-se a entregar-ma pois quero ir experimentar a máquina para o monte.
Obrigado
FELIZ NATAL E
UM PRÓSPERO ANO NOVO
Pedro "Trilhos" Silva
Como estreante nestes passeios de BTT com o pessoal do Bike17Eco, tenho por “missão” fazer o relato deste espectacular passeio.
na casa do Trepador.
faltava encontrar o início do track GPS. GPS essa pequena maravilha da tecnologia, mas é preciso ter umas noções básicas dessa tecnologia (não é verdade Pedro “Trilhos”), cerca de 2 km a serpentear pelas ruas da Cidade à procura do início, que foi bom para aquecer, lá seguimos azimute pelo trilho.
Foi sem dúvida um verdadeiro passeio de puro BTT, pois não faltou frio, gelo, água e lama, boa camaradagem e puro divertimento. Com certeza uma aventura a repetir o quanto antes com estes companheiros do pedal.
Desta vez os mancos do costume do BIKE17ECO, Eu, Pimenta “Saca Saca” e o representante de Ermesinde, Sérgio “Fugas”, infelizmente o outro representante da
terra, o Trepador, não pode vir, fomos até à Serra da Freita , serra essa acerca da qual já muito tinha ouvido falar mas não conhecia.
Arranque já tardio mas mesmo assim ainda com um frio de rachar, lá arrancamos do Refúgio da Freita, para logo entrar num dos diversos trilhos
cheios de água que serpenteiam aquelas montanhas, sempre a passar por diversas quedas de água e poder apreciar as espectaculares paisagens montanhosas e agrestes, que na voz de Guerra Junqueiro é: Terra ingrata onde a urze a custo desabrocha, bebendo o sol, comendo o pó e mordendo a rocha.
Chegados à primeira subida, não sem antes eu já andar a meter ar no pneu pois estava furado, olhei para os meus dois companheiros e pensei: - Bem, o Saca Saca com a sua máquina nova, põe-se já a andar e o Fugas vai atrás dele, eu vou ficar para trás… a tirar fotografias.
Pois, nada mais me iria surpreender do que ver o Fugas a fazer jus à alcunha e a fugir serra acima com o Saca Saca no seu encalço, eu claro fiquei para trás… a tirar fotografias, nessa parte não me enganei.
Na primeira chegada ao cume, troquei a câmara de ar, pois já estava novamente vazia (foi isso que me atrasou na subida), e seguimos viagem, por entre os Aerogeradores habituais e podemos verificar que tanto a flora como principalmente a
geologia daquela região é muito própria e diferente do habitual chegando mesmo a entrar nos meandros do estranho, para os amantes de metassedimentos, Grauváquico ante-Ordovícico, Silúrico, granitóides, plutonitos, corneanas, pelíticas e tardi-hercínicas, parece que aquela serra é o paraíso.
Ainda na descida demos com a típica Aldeia do Cando, toda com telhados de lajetas de xisto, onde fomos amigavelmente recebidos pelo bobi da aldeia. E à saída encontramos no meio da estrada uma cobra,
que deu para fazer o nosso momento discovery, com três morcões do Porto
a tentar apanhar uma cobrinha de 30 cm.
Nesta altura estávamos a descer por estrada, quando o Saca Saca, mortinho por pôr a máquina nova a funcionar, queixou-se da meia dúzia de km´s que estávamos a fazer por estrada, quanto mais rápido ele falava, mais rápido eu lhe mostrava o trilho íngreme
à esquerda que subia a serra até ao cume, onde íamos voltar.
Foi vê-lo a empurrar a Scott pelo trilho acima, (bem pelo menos de empurrão ficou bem testada).
Depois da 2.ª chegada ao cume, descemos por uns planaltos, também cheios de água, com bastante gado (tanto ovino como bobino) a pastar, passamos também por algumas ruínas, uma anta, (só eu é que a vi) e ainda por umas pontes, tudo com ar megalítico, até chegarmos ao ex-libris da região as Pedras Parideiras na aldeia da Castanheira, e logo em seguida ao miradouro para a cascata da
Frecha da Mizarela.
Ora como isto ficava a escassos km`s do carro e o passeio por mim ainda estava longe de terminar, informei os meus companheiros que a minha ideia era descer até ao fundo da frecha, rezar para que exista ponte para atravessar o Rio Caima e subir do outro lado. Até aqui tudo bem o mal é que dava para ver do outro lado a estrada que eu queria subir e era toda a pique.
O Saca Saca, quis-se cortar “há e tal já é tarde e aquilo é muito a subir”, mas como somos democráticos
e era Eu e o Fugas contra um, lá fomos. O mal é que o trilho para descer era tipo labirinto, e em cada entroncamento tínhamos que decidir, esquerda ou direita? E decidimos (eu) mal, duas vezes e ficamos sem saída. E lá teve que ser o Puro BTT, descer a serra aos tombos com as bikes de rastos, até chegar ao fundo da frecha, onde (felizmente) havia uma espécie de ponte (com carga máxima para 3 pessoas) que deu para atravessar para depois subir a “parede” do outro lado até ao topo, a pedalar poucos metros, o resto foi de empurrão. 
Para mim uma zona a descobrir novamente, paisagens invulgares com bons trilhos e muito para descobrir, um dia a repetir com certeza.
Foram cerca de 40 km, com 1100mts de acumulado, não apanhamos chuva, mas acho que nunca pedalei tanto dentro de tanta água.
Pedro "Trilhos"